A muito tempo se estuda a reciprocidade de sentimentos entre as pessoas. Os sentimentos de medo inexplicável, o de ansiedade e muitos outros sentimentos que parecem pertencer a uma só pessoa e na realidade são comuns a duas delas ligadas por um vínculo conhecido. A maioria destes estudo são baseados em gêmeos pois apresentam a maioria dos fatores necessários para comparar a mesma formação genética.
Um estudo realizado pelo Dr. Thomas Bouchard da Universidade de Minnesota nos Estados Unidos, encontramos alguns exemplos impressionantes que deixam algumas evidências de que existe mesmo alguma relação que faz com que as emoções possam ser sentidas ou vivenciadas por dois indivíduos em locais, e situações diferentes.
Esta reciprocidade pode ser contada no caso Lambe que descrevemos aqui: A norte americana Alice Lambe, irma gêmea de Dianne em uma tarde de sábado, em 1948 estava lendo em sua casa em Springfield, nos Estados Unidos quando derrepente sentiu um golpe seguido de muita dor do lado esquerdo do corpo, com o impacto ela caiu da cadeira e chamou o pai e avisou que poderia ter acontecido algo com de ruim com Dianne e realmente acontecera. Dianne havia sofrido um acidente de trem e fraturado duas costelas. Como a dor de Alice não cedia, ela realizou um exame de raio X e constatou que as mesmas duas costelas em seu corpo estavam quebradas.
Como explicar este fenômeno? Coincidências? A queda da cadeira? Mas e quanto ao horário dos acidentes? E quanto a comprovação de que as fraturas eram idênticas?
Este assunto tem sido discutido e diversas teorias estão sendo levantadas e estudadas pelos cientistas. Como poderíamos transferir sentimentos, dores e efeitos físicos de uns para os outros? Quais são as possibilidades de nossos cérebros?
Outro caso interessante é o de James Springers e James Lewis. Embora fossem irmãos gêmeos, foram criados por famílias diferentes, que moravam a mais de 100 quilômetros uma da outra. Casaram-se com mulheres chamadas Lindas, se divorciaram e casaram-se novamente com mulheres chamadas Bethy.
Roíam unhas, sofriam de insônia, fumavam muito e bebiam bastante, foram empregados de postos de gasolina da mesma rede de lanchonetes e depois ambos vieram a entrar para a polícia. Uma ficha totalmente duplicada. Existe é claro a semelhança física, característica do nascimento gemelar, mas ainda fica um desafio para os cientistas explicarem.
Nossa explanação anterior é para poder reportar uma notícia no minimo estranha e que emocionou a cidade de São José dos Campos, interior de São Paulo no Brasil.
Zilda Maria de Jesus e José Ferreira dos Santos Neto estavam internados no Hospital Municipal da cidade, ela com insuficiência respiratória e ele com insuficiência renal, em quartos diferentes, não sabiam um da situação do outro, Zilda faleceu no domingo as 13 horas e seis horas depois falecia José Ferreira. O que chamou a atenção é que eram irmãos gêmeos e que este é mais um mistério para ser desvendado pelos cientistas. Neste caso a morte foi o fator de reciprocidade encontrado nos casos estudados pela ciência. Esta notícia circulou o país hoje e coloca mais lenha na fogueira das dúvidas. Seria a reciprocidade de sentimentos uma capacidade genética presente nos gêmeos? Ou seria uma coincidência do tipo “uma em um trilhão”. Se os cientistas comprovarem que seja um fator inserido na genética poderíamos descobrir no mapa genético de nossos parentes situações como, modo de pensar ou de aprender ou de agir que poderiam “duplicar” sentimentos já vividos por outros parentes. Teorias bastante complexas mas que podem, como se diz no Brasil, “render um bom caldo”.
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Gêmeos podem sentir as mesmas emoções, dores e sentimentos?