21    jan 20110 Comentário

Sobrenomes e apelidos gastadores

O jornal HealthDay News publicou a conclusão de um trabalho científico elaborado pelos pesquisadores Kurt A. Carlson da Universidade de Georgetown e  Jacqueline M. Conard da Universidade de Belmont nos Estados Unidos de que o seu sobrenome interfere no seu modo de consumo. Segundo o trabalho os sobrenomes (apelidos) ou nomes começados com as letras do final do alfabeto tendem a ser os maiores consumidores de produtos e promoções.

A pesquisa comprovou ainda que esta tendência se manifesta somente sobre os nomes ou sobrenomes (apelidos) de solteiro ou melhor dizendo de infância.

Pessoas que os nomes ou sobrenomes (apelidos) onde a primeira letra for do final do alfabeto tendem a consumir, mais e mais rápido. Estes também serão os primeiros da fila na hora de compras,  promoções, entrada de espetáculos e eventos.

O estudo concluiu ainda que esta é uma tendência formada ainda quando somos crianças e que esta muito relacionada a forma como somos tratados na hora de sermos relacionados aos outros membros da sociedade e a ordem como somos colocados. Ou seja, se uma criança nos primeiros anos de escola e que tenha o nome ou sobrenome (apelido) começado pela letra "A", será sempre relacionada e "chamada" em primeiro lugar e criará o pensamento de que não precisa "correr" pois sempre estará em primeiro lugar e o oposto se aplica ao dar ao outro indivíduo a ideia de que se ele não "correr" ou "chegar na frente" de todos, perderá as vantagens de alguns produtos. Assim, Amélias serão piores consumidoras do que as Zuleicas.

A relação entre nome de solteira e nome de casada é devido ao fato de que a mudança do sobrenome ou apelido vem em uma época que este sentimento já esteja formado e já se tornou uma característica de personalidade.

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A idade de formação de personalidade é influenciada pela "ordem de benefícios"  e se dá nas idades ainda iniciais da socialização e no modo como as escolas formam suas listas de presença, quando os alunos são relacionados pela ordem alfabética. Da mesma forma que os alunos que estejam no meio destas listas não devam sentir tanta compulsão ao adquirirem um produto.

Tem lógica este estudo pois eu me lembro que a alguns anos, ao fazer o exame de seleção para entrar na faculdade, ao ler a lista dos aprovados, mesmo com notas boas, meu nome estava na última página o que me causou a sensação de que eu não fui muito bem no exame. Um ano depois, ao procurar por minhas notas, em uma lista já ordenada pelo número de matricula, meu nome constava nas primeiras páginas e eu me senti muito bem posicionado, mesmo que minhas notas não tenham sido as melhores.

É lógico que os fatores de costumes devam ser levados em consideração como por exemplo, enquanto nos Estados Unidos é comum as relações de chamadas serem feitas pelo sobrenome, aqui no Brasil as mesmas relações de chamadas são feitas pelo primeiro nome fazendo com que brasileiros e portugueses que tenham a letra "X" nos inicio do sobrenome ou apelido não venham a ser os maiores consumidores. Já a Zuleica...

Este estudo será apresentado em agosto, segundo o jornal, e poderá mudar significativamente algumas visões de marketing e de relacionamento das lojas com os seus clientes, como por exemplo: Filas preferenciais por ordem alfabética, ou descontos especiais para compradores que se chamem Walter.

Mamães e escolas, olhem só como o nome de seu filho ou aluno significa tanto.

Reportagem Original:

HealthDay News: Childhood Last Name Predicts Whether You Buy Early, Late: Study

Vamos encomendar um estudo aqui no blog para saber porque brasileiros e portugueses comentam as postagens menos que alemães, holandeses, espanhóis,  poloneses, ingleses e franceses e sempre somos o lanterninha nesta categoria entre nossos blogs.

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