Genealogia: quais são as competências necessárias?

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Schelly Talalay Dardashti é conselheira de Genealogia do MyHeritage nos EUA.

Talvez pareçamos meio estranhos aos olhos das outras pessoas que ainda não foram mordidos pelo “bichinho” da genealogia.

Competências de investigação são algo que precisamos adquirir. Nós analisamos e dissecamos pistas ao montar os quebra-cabeças mais complicados.

Aprendemos a analisar como psicólogos, a entender história como historiadores, ler mapas como navegadores e a nossa habilidade de comunicação começa a rivalizar com a de terapeutas e psiquiatras conforme persuadimos os membros mais velhos da família, ou os relutantes, a compartilhar seu tão importante conhecimento.

Por necessidade, nos tornamos criptógrafos, grafologistas e paleógrafos para decifrar documentos e assinaturas ilegíveis, erros ortográficos, antigos manuscritos, e aprendemos sobre o guia de ortografia criativa que auxilia nossas buscas em bancos de dados on-line.

Nos tornamos escritores, aprimorando as habilidades de caça dos repórteres e entrevistadores do horário nobre. Aprendemos a ler outros alfabetos e, pouco a pouco, nos familiarizamos com o vocabulário essencial da genealogia em outros idiomas, conforme agregamos habilidades linguísticas. No mínimo, aprendemos mais do que aquilo que sabíamos até então.

Ao termos que organizar o nosso crescente material, obtemos um mestrado em “mais coisas”, um doutoramento em “empilhamentos mais altos e mais detalhados”, um diploma em biblioteconomia no nosso tempo livre, isso se soubéssemos o que tempo livre significa de verdade.

Para decifrar as pistas em fotografias antigas, precisamos estudar tradições e interiores históricos, bem como técnicas de conservação ao aprendermos como armazenar fotografias e documentos valiosos.

Quando organizamos nossas viagens com a finalidade de fazer um trabalho de pesquisa a repositórios, conferências e a outros países, nos tornamos agentes de viagem durante essas jornadas nacionais e internacionais pela trilha da descoberta.

Quando começamos a ficar atolados em papéis e precisamos armazená-los, estudos de arquitetura, planejamento de espaço e construção se tornam convenientes. Registros, papéis, livros, fotografias e equipamentos irão certamente superar o tamanho da mesa da cozinha, da mesa na sala de jantar e de cada superfície horizontal, incluindo o chão!

E agora que o DNA – de acordo com muitos especialistas – precisa ser parte de qualquer projeto de pesquisa genealógica, devemos atualizar os nossos conhecimentos científicos.

Ainda não mencionamos a revolução tecnológica em constante mudança na genealogia, incluindo inovações em hardware e software que podem apresentar curvas de aprendizado problemáticas aos que não são entusiastas da tecnologia. Confesso que sempre pensei pertencer a essa categoria, mas parece que agreguei habilidades nessa área ao longo do caminho.

Por outro lado, não conheço nenhum genealogista, amador ou professional, que abdicaria das conquistas –  frequentemente desafiadoras, e, em última análise, recompensadoras – de uma pesquisa complicada.

Quais competências você adquiriu durante sua jornada genealógica? Como você adquiriu essas habilidades? Compartilhe suas aventuras nos comentários abaixo.

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  • Maria José Nunes


    fevereiro 23, 2019

    A genealogia começa quando nos transmitem oralmente histórias do passado e quando há coisas que queremos saber melhor, então a genealogia nunca mais nos larga, há sempre coisas novas, é um trabalho a tempo inteiro no tempo livre que não tenho e que tem surpresas muito interessantes, aprender a decifrar letras incompreensíveis, a ver microfilmes durante horas e os outros a acharem que é uma perda de tempo, saber coisas do passado inimaginável, que leva à imaginação.