Uma mensagem…
Perto da minha casa, existia, quando eu era bem garoto, um leito de águas pluviais que vivia vazio. Era fundo o suficiente para esconder a cabeça de um garoto de 10 anos em pé. A areia, naquela época era branca e somente existiam galhos secos e uma pouca vegetação. Fora construído para dar vazão as águas que desciam das partes altas da cidade e que se acumulavam em enchentes na temporada de chuvas. Este leito posteriormente foi substituído por uma canalização de concreto e fechado. Mas antes, era nossa brincadeira de criança mais espetacular que existia, pois passava por baixo de ruas, dentro de terrenos e até mesmo por debaixo de algumas casas.
Andar por este terreno era uma aventura na nossa imaginação e eu e muitos garotos sonhávamos com expedições de exploração, locais inexplorados e inimigos escondidos nas margens e quase todos os dias este leito vazio era o nosso caminho para ir da razão a emoção.
Falo de um tempo que nós crianças brincávamos na rua, depois da escola, sem as preocupações de hoje e que leitos de água nem sempre significavam esgoto. Bons tempos.
