5    jun 201521 Comentários

Sobrenomes no Brasil = Dificuldade e confusão

Quem entre vocês sabe exatamente que sobrenome adicionar à sua árvore? Quando falamos dos pais até é mais fácil, mas e o sobrenome da mãe? Devemos usar o sobrenome de solteira ou de casada? E porque os sobrenomes às vezes são tão diferentes dentro da mesma família?

O genealogista Anibal de Almeida Fernandes nos presenteou com o texto abaixo e explica como os sobrenomes (principalmente os de origem portuguesa) surgiram com o passar do tempo e o que esta herança portuguesa nos deixou na questão genealógica. Aconselhamos a todos os nossos usuários que leiam o texto com muita atenção. Ele é realmente muito importante para todos aqueles tentando encontrar seus familiares.

Muito obrigada Anibal por este verdadeiro presente!

Quem quiser ler mais textos do genealogista acesse: www.genealogiahistoria.com.br

Imagem: wikipedia.pt

Desde a Idade Média e até ao século XVIII, em algumas zonas rurais portuguesas as pessoas eram conhecidas apenas pelo nome próprio, ao qual era acrescentado o patronímico (nome do pai), para os rapazes, e o matronímico, (nome da mãe), para as moças. Em casos mais raros podia o rapaz ser conhecido pelo matronímico, por exemplo, se não tivesse pai, ou a moça pelo patronímico, no caso, por exemplo, de o pai ser de uma família mais distinta do que a da mãe. A partir do fim da Idade Média, numa lenta transição das urbes (cidades) para o campo, e do litoral para o interior, os patronímicos tendem a fixar-se, transmitindo-se sempre o mesmo, já como sobrenome de uma determinada família que o usa em comum.

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10    out 20136 Comentários

Como escolher um sobrenome na hora de casar?

Antigamente, para todo brasileiro, a regra era: ao se casar a mulher recebe o nome do marido e o marido continuava com o seu sobrenome. Não era incomum uma família receber um convite de casamento do tipo: Sr e Sra. Frederico Cardoso Pontes.

O que para algumas mulheres poderia ser uma fonte de orgulho - a de carregar o sobrenome do marido, para outras poderia ser uma espécie de carga, um símbolo de submissão ao marido.

Imagem: cienciaempauta.am.gov.br

Na cultura portuguesa, é costume que os filhos recebam um ou mais sobrenomes de ambos os progenitores. Os sobrenomes maternos precedem os paternos. Em Portugal, há um número máximo de sobrenomes permitidos, quatro, já no Brasil e nos restantes países de língua portuguesa não existe esta limitação.

No entanto, após o casamento, e após a adoção do sobrenome do marido, esta prática pode originar nomes extremamente longos. Por exemplo uma garota chamada de Maria Carolina que recebe dois sobrenomes da mãe, mais dois do pai - Maria Carolina Ferreirinha Mota Pereira dos Santos casa-se com Nuno Barroso dos Reis, poderia se tornar a Maria Carolina Ferreirinha Mota Pereira dos Santos Barroso dos Reis após o casamento.

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