Dicas para Entrevista Genealógica

As experiências, memórias, fotografias e documentos dos membros da família podem fornecer informações valiosas para a sua própria genealogia. É importante, ter com os seus parentes mais velhos, muitas conversas, porque eles geralmente sabem mais do que as gerações mais jovens.

Memórias preciosas devem ser capturadas em tempo, antes de perder entes queridos ou a  memória que temos em nós mesmos. Em ambos os casos, a informação seria perdida para sempre! Talvez um de seus parentes, o último da família que ainda pode dizer exatamente de onde seus antepassados imigraram, ou porque o seu último nome foi alterado ao longo do tempo. Parentes mais velhos sabem mais do que qualquer um pois viveram os fatos da família.

MyHeritage quer  ajudar você a manter sua história familiar e salvar todas as lembranças. Em nosso blog, adicionamos uma nova categoria chamada DICAS DE PESQUISA,  e hoje, nós compilamos para você 10 dicas sobre como se preparar para uma entrevista bem sucedida com seus parentes e como executá-la.

Prepare-se. Coloque um objetivo em sua pesquisa. Que tipo de informação você esta buscando? Qual geração da família é o seu interesse? Qual ramo é o seu enfoque?Com qual pessoa eu devo começar a pesquisa? Estou em busca de informação ou fotografias? Fotografias ou documentos? Documentos ou detalhes da vida de um personagem de sua árvore? Estas informações bem definidas podem traçar o resultado de sua entrevista, pois durante a entrevista seu foco não será desviado e você não perderá tempo em voltas e voltas pelo mesmo assunto sem que se chegue a um resultado. Não se esqueça de levar o equipamento básico, papel, caneta, máquina fotográfica, etc.

Crie uma lista de perguntas essenciais. Monte um esquema com o caminho da entrevista, ou seja, uma pergunta leva a outra e neste caminho você deve prever possíveis  mudanças que podem te levar a perder o fio da meada. Comece com os parentes mais próximos, queira saber deles, o entrevistado deve ser conduzido a fornecer informações a medida que vá se lembrando dos fatos. Pergunte sobre os pais, irmãos ou filhos enquanto a a memória ainda esta “presa”, depois vá estendendo as perguntas sem se esquecer das avós, dos avôs, tios, tias e primos. Não queira que alguém se lembre de tudo de uma só vez.  Não pule etapas no fluxo de informação.

Grave a  entrevista. Decida como você deseja realizar a entrevista. Você vai fazer um  bloco de notas (com caneta e papel, ou pelo menos em um laptop)? Você tem um gravador de voz? Ou até mesmo uma câmera digital para filmar? Confie menos na sua memória e mais em fatos registrados pela sua caneta ou pelo laptop.

Programe e agende a visita, organize o tempo. Se o parente morar longe, qual meio de transporte você vai usar para chegar até lá? Leve em consideração o tempo de viagem, pois aviões, carros e outros meios podem levar tempo. Facilite e ganhe tempo, peça para que seu parente separe as fotos, os documentos que serão necessários para a entrevista. Tempo é precioso e você não vai querer interromper a entrevista porque tem que voltar e seu avião esta marcado para voltar em algumas horas. Uma entrevista por telefone não é a mesma coisa que uma entrevista direta, onde você vai poder explanar e ouvir muito mais coisas.

Comece com uma foto de família. Você tem fotos de sua família? Comece por elas, fale do presente. É comum o entrevistado querer saber notícias, em seguida, inicie a entrevista sempre pelo presente do entrevistado e não se esqueça de levar fotos de casamento onde possam ser vistas várias pessoas e vários parentes, as suas fotos podem clarear a memória do entrevistado.

Questões abertas: Faça sempre perguntas abertas que deixem espaço para que se possa dar continuidade a entrevista. Por exemplo: "Por favor, me fale sobre a tia Sueli", ou "O que você lembra sobre sua avó?". Evite as perguntas que levem a respostas “SIM” ou “NÃO”. Não se esqueça de pedir as histórias, os fatos, os eventos, comente durante a entrevista estes fatos da família. Deixe para o final da entrevista as perguntas mais delicadas que podem “fechar” a disposição do entrevistado como, por exemplo: "Onde sua mãe foi enterrada?".

Leve sempre a sua árvore genealógica gráfica impressa. Desta forma, ao ser informado de novos membros da árvore, vá colocando os novos perfis diretamente na posição correta, assim, seu parente poderá  ver a árvore crescendo. Aproveite para discutir aspectos conflitantes, dados que levem a esclarecer alguma dúvida, pois desta forma é bem mais fácil o entrevistado entender o que você quer, gostar e querer participar da montagem. Não se esqueça depois de montada a árvore com as informações do entrevistado, enviar-lhe uma cópia de sua árvore para que ele possa ver o resultado.

Mantenha sempre um fio condutor na conversa, não crie outros, domine a sua curiosidade. Se por acaso o seu primo, falando da família dele, citar que o seu avô fez parte da política, anote, mas não se desvie do seu foco, senão as informações importantes podem ser perdidas. Retorne a estes “desvios” posteriormente. Caso ocorra de você perguntar de uma pessoa e o entrevistado se manifestar avesso a responder, mude de assunto, não insista, pois algumas situações não serão respondidas por diversos motivos e podem acabar com a disposição de responder do entrevistado.

Deixe o canal aberto. Antes de você encerrar a entrevista, você deve pedir ao entrevistado que caso este se lembre de outros fatos, encontre uma foto ou documento, contate você ou por email, ou por carta, e não se esqueça de deixar os seus endereços de contato e procure facilitar este contato, mantenha no caminho inverso, mantenha este seu parente sempre informado.

Próximos passos: Em casa, você deve organizar suas anotações ou gravações, fotos e documentos, rotulando todas as informações. O melhor  é já digitar os dados conseguidos para que possam ser memorizados e depois serem juntados aos outros dados já conseguidos em outras entrevistas.

Desejamos-lhe sucesso em sua pesquisa genealógica.
Tesouros são para serem achados e não perdidos.
Se você tiver mais dicas sobre como conduzir uma pesquisa genealógica de uma forma melhor, ou queira contar uma história de sucesso de sua pesquisa? Então deixe um comentário aqui.

"Aprende-se com a experiência."

Comentários (8) Trackbacks (1)
  1. PArabéns!!! Muitas vezes ficamos perdidos na hora de conduzir uma entrevista. Mesmo com uma gama de formulários que encontramos na internet, ainda assim muitas vezes perdemos o foco!!

    Sugestão: Dicas e sugestões poderiam ser disponibilizados em arquivos .PDF para armazenarmos em nosso banco de dados, afinal são importantes durante nossas pesquisas..

    Outra dica que dou..
    Quando você souber exatamente quem vai entrevistar, imprima duas cópias de um relatório com base nessa pessoa ou até mesmo uma árvore genealógica focando ela mostrando seus descendentes e/ou ascendentes, assim ela pode se interessar mais e fazer algumas correções e a outra cópia dê de presente para que ela mostre a outras pessoas e quem sabe incentive a participação delas.
  2. Nossa, MUITO bom esse artigo, realmente é muito útil para nós, genealogistas. Creio que agora vou conseguir ter mais eficiência nas entrevistas que eu faço.
    Muito obrigado por ter colocado esse artigo tão útil. Até mais
  3. Parabéns pelo blog, e por essas dicas para entrevista, tenho certeza de que irá ajudar bastante.

    Dúvida: Aproveitando a oportunidade, gostaria que, se possível, me fosse enviado uma dica de como cadastrar filhos fora do casamento, ou seja, são filhos só do pai ou só da mãe.
    Me ajudaria muito essa dica.
  4. Muito boas essas dicas. Já faz algum tempo que venho coletando informaçoes mas sinto que meus parentes, salvo raras excessões, têm demonstrado pouco interesse. Quero acatar a sugestão de imprimir a arvore de minha família mais restrita, para que pessoas de outros ramos admirem a idéia e contribua mais. Valeu, hem!
    Maria Zenaide Marques Pereira - Castanhal-Pará-Brasil.
  5. P@r@ Clauber e Maria Tereza: Os filhos em uma árvore genealógica, obrigatóriamente, devem ter o pai e a mãe, no caso da Maria Tereza, basta criar o perfil do pai e depois colocar como separada em seu perfil e anexar o filho para que não fique um espaço vazio. A colocação do nome ou não, depende da opção do webmaster, podendo se colocar apenas "pai" no espaço do nome. No caso do Clauber basta que vá se criando ao perfil da mãe ou do pai os perfis dos companheiros e depois separando-os, pois mesmo que tenha sido passageiro, o relacionamento gerou um novo membro na árvore e o registro deve ser mostrado. Em ambos os casos, existem duas situações, na primeira os filhos são adoptados e não sabem que são e os pais não querem que saibam, assim , mantenha a exclusão do nome do pai biológico mas na area de comentários sobre o perfil da criança, deixe o registro do nome do pai biológico, afinal, no futuro ele terá direitos que não podem lhe ser negados, nas segunda situação, uma criança é adoptada, e tanto a criança como os adultos criaram vínculos muitos fortes, não sendo necessário a presença dos pais biológicos, mas, se é do conhecimento do webmaster a paternidade ou maternidade biológica, coloque também em comentários do perfil os nomes, pois esta informação pode no futuro permitir por exemplo salvar uma vida no caso de transplante. Pode-se também criar um segundo site, com o perfil do adoptado como probandus (pessoa inicial) e montar a árvore biológica se for do conhecimento do webmaster.(vejam que já existe neste blog um resposta P@R@ Daniel sobre o mesmo assunto).
  6. muito legal
  7. achei muito legal essas dicas vai me ajudar a fazer meu trabalho
  8. Obrigada pelas dicas! Eu, como a Maria Zenaide, tb encontro dificuldades em "animar" o pessoal da familia e coletar os dados. E, no afã de aproveitar a oportunidade, às vezes realmente nos perdemos. Mas com o artigo acima publicado vai ficar mais facil. Um abraço.

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