Resultados da pesquisa da equipe de cientistas do MyHeritage são apresentados na renomada revista científica “Science”

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É com orgulho que compartilhamos com vocês, que a nossa equipe de cientistas, liderada pelo Chief Science Officer do MyHeritage, o Dr. Yaniv Erlich, publicou um artigo inovador na revista científica Science, uma das publicações científicas de maior prestígio em todo o mundo.

A pesquisa foi desenvolvida com cientistas da Columbia University, o New York Genome Center (Centro do Genoma de Nova Iorque), MIT e Harvard e oferece abordagens inovadoras sobre casamento e imigração na Europa e América do Norte, nos últimos séculos, bem como sobre o papel dos genes para a longevidade. Além do Dr Erich, que liderou a pesquisa, um outro membro da equipe de cientistas do MyHeritage – Tal Shor, é também um dos autores do artigo.

Árvore genealógica gigante traz novas perspectivas sobre a humanidade

Os pesquisadores fizeram o download de 86 milhões de perfis públicos do site Geni.com – um site que também pertence ao MyHeritage.com.br e que representa um dos maiores sites colaborativos para a pesquisa genealógica no mundo. 43 milhões dos perfis tinham informações genealógicas bastante detalhadas como datas e locais de nascimento e falecimento. O Dr. Erlich e sua equipe passaram então a anonimizar, limpar e validar as informações disponíveis para que fosse possível fazer a reconciliação de informações conflitantes e a correção de informações errôneas como indivíduos conectados a mais de 2 pais biológicos, ou outros registrados como pais e filho da mesma pessoa. Eles validaram seus algoritmos através da comparação de tipos de decisões feitas pelos algoritmos versus as decisões tomadas por genealogistas profissionais em cenários semelhantes. Assim, eles concluíram que em mais de 90% dos casos a decisão era igual em ambos os caos. Com isso, foi possível limpar e validar os dados de 5.3 milhões de árvores genealógicas independentes. A maior destas árvores tem 13 milhões de indivíduos, com um alcance de 11 gerações.

Com este resultado em mãos, a equipe utilizou estes recursos únicos para investigar de forma científica o papel dos genes na longevidade e como as famílias se espalharam geograficamente. Eles também criaram uma ferramenta para facilitar futuras pesquisas da equipe e de outros pesquisadores, para alavancar outros bancos de dados de escalas populacionais, que ajudarão a dar respostas a vários tipos de perguntas no futuro.

O banco de dados detalha quando e onde cada pessoa nasceu e faleceu – um reflexo dos indivíduos presentes em Geni.com, cujos perfis se originam em 85% dos casos na Europa e América do Norte. Os pesquisadores puderam verificar que o banco de dados era representativo de vários parâmetros demográficos e sócio-econômicos. Por exemplo, eles fizeram um cruzamento entre sub-dados presentes no site do Geni.com em relação à população de Vermont, nos EUA, e dados detalhados do Estado de Vermont que compilam as certidões de óbito. Assim, eles puderam verificar que a consistência entre os dados presentes nos perfis de pessoas de Vermont, no Geni.com e a população de Vermont era muito alta. Esta observação sugere que os dados refletem de forma fidedigna a população americana em geral.

Descobertas interessantes

A equipe descobriu que a industrialização alterou de forma profunda a estrutura familiar. Antes de 1750, a maioria dos americanos encontrava um esposo/uma esposa num raio de 6 milhas do seu local de residência. Este raio aumentou para 60 milhas para pessoas nascidas em 1950. Antes de 1850 era comum encontrar casamentos dentro de uma família – primos de quarto grau, segundo a média pesquisada, hoje em dia este número aumentou para primos de sétimo grau. Curiosamente, a equipe descobriu que entre 1800 e 1850 houve o maior deslocamento para se encontrar um parceiro – quase 12 milhas de distância – mas ainda assim, era provável que houvesse um casamento com um primo de quarto grau ou ainda mais próximo. A hipótese da equipe para este comportamento é de que mudanças nas normas sociais influenciaram mais as pessoas a se casarem com pessoas mais distantes do que a mobilidade aumentada. Também foi observado o fato de que as mulheres na Europa e América do Norte imigraram mais do que os homens nos últimos 300 anos. Contudo, quando os homens imigravam eles costumavam ir para mais longe do que as mulheres.

Eles também concluíram que os bons genes ligados à longevidade só podem aumentar a vida de uma pessoa em cinco anos. Os genes que influenciam a longevidade atuam de forma independente e não interagem com outros genes. Assim, a genética tem um papel pequeno na longevidade, fatores ambientais e comportamentais têm um impacto muito maior na longevidade das pessoas.

Cobertura da mídia:

Esta pesquisa inovadora e as descobertas realizadas pela equipe teve um impacto enorme não somente no meio acadêmico, mas também na mídia em geral, no Brasil e no mundo. Os maiores jornais do mundo publicaram artigos mostrando mais detalhes da pesquisa:

Resumo

A colaboração frutífera entre o meio acadêmico e a genealogia que resultou no paper publicado na revista Science aponta a pesquisa científica para uma direção promissora e de grande interesse. Os resultados deste tipo de pesquisa colaborativa podem servir como ferramentas únicas para tratar de questões fundamentais da pesquisa biomédica.

Nós estamos muito orgulhosos dos feitos da nossa equipe de cientistas. Eles trabalharam incansavelmente para contribuir de forma tão significativa com o mundo acadêmico.

Estudos como este têm um grande potencial na pesquisa de vários campos como a genética, antropologia, saúde pública, economia e outros. E a nossa equipe não parou por aí. Fique ligado no blog para saber os resultados de outras pesquisas!

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