5    jun 20141 Comentário

A velhice e a utilidade

Estes dias recebi por email, de um usuário de MyHeritage, um vídeo muito simpático. Normalmente não sou muito fã de temas de auto-ajuda. Muitas vezes, estes livros, vídeos ou postagens me parecem de uma psicologia meio barata, quando querem nos enfiar algo pela goela abaixo, sem nos fazerem pensar. Querem dar uma fórmula pronta para temas difíceis, que nem sempre podem ser solucionados com a simples auto-sugestão.

No entanto, sempre há exceções, não é mesmo? E este vídeo que recebi foi assim. Uma exceção muito bonita, que me convidou a refletir. E agora, divido com vocês as reflexões que fiz sobre o tema.

Imagem: Nélson Rocha (http://bit.ly/Thmtc)

No vídeo um pastor fala sobre a velhice e sobre a vida. Ele comenta que há pessoas que têm 2000 amigos no Facebook, 200 amigos na hora de uma festa, 20 para quem você pode contar um problema e 2 com quem você pode contar na hora dos problemas (o pai e a mãe). E ele vai além, falando que muitas pessoas só estão na nossa vida enquanto podemos ser úteis para elas. Que quando acaba a nossa utilidade, acaba também o interesse delas por nós. E se você quer saber se alguém lhe ama de verdade, procure saber se esta pessoa suportaria a sua inutilidade.

Palavras duras, não é? Mas penso que são também palavras sábias. Ainda mais se considerarmos a situação de muitos idosos: em asilos, sem ninguém que olhe por eles, sozinhos... E, via de regra, podemos ver que na nossa vida é assim mesmo. É com a família que podemos contar. É a família que está presente nos maus momentos e é a família que nos amparará na velhice.

Como é na sua família? Quem é que cuida dos mais velhos? Quem cuidará de você? Você também concorda que é a família que está por perto nos momentos de "inutilidade"? Queremos saber sua opinião nos comentários a seguir.

Comentários (1) Trackbacks (0)
  1. Estava passeando com minha namorada ( atual esposa ) e num desses passeios dominicais, ela lveou-me a um asilo. Muitos amigos cesuraram este passeio e chegaram até a falar para ela que era de mal gosto, porém, sentí na pele o que podemos assim dizer a palavra " ABANDONO ", Onde filhos entregam os seus pais, junto com o cartão da aposentadoria a estas instituíções e visitam 1, 2 3 vezes ao ano e só.
    Sentí a carência de afeto, de ter alguém para conversar, ou mais ainda, de alguém para ouvi-los. Mais na minha familia tenho um grande exemplo, minha irmã Edjane, onde dedica grande parte de sua vida a cuidar da nossa mãe "EVA", peço a Deus muitos anos de vida para todos nós, pois quero partilhar por muito tempo essa convivência. Te amo minha irmã, o quanto orgulho-me de voce.

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