8    out 201313 Comentários

Holandeses no Brasil

Todos aprendemos, nas nossas aulas de História, sobre as invasões holandesas no Brasil, que ocorreram no Nordeste do país, entre 1624 até a Insurreição Pernambucana, em 1654. Naquela época lutava-se pelo controle do açúcar e também pelas fontes de suprimento de escravos.

No entanto, este não foi o único momento em que os holandeses foram para o país. Vários trabalhadores pobres da Província de Zeeland e da Ilha de Schouwen-Duiveland e também da Península de Zuid-Beveland, sonhando em possuir terras no desconhecido e distante Brasil, foram tentar a sorte no país.

Imagem: Família de camponeses oriundos de Zeeland, no Espírito Santo

Trabalhadores, na sua maioria analfabetos, foram recrutados em bares e partiram com esposas e filhos, através do porto de Antuérpia, para o Brasil. Eles não esperavam uma vida muito difícil no novo continente, no entanto, as promessas feitas revelaram-se falsas. A propriedade de terra e uma casa confortável não passaram de mentiras, alguns registros mostram que tudo que encontraram foram telhados com folhas de palmeiras. E dinheiro para voltar para casa simplesmente não havia.

Para recrutar famílias na Europa foi criada pelo ministro Luiz Pereira de Couto Ferraz a Associação Central de Colonização (ACC), através de uma lei no dia 2 de abril de 1855. O objetivo era encontrar mão de obra (especialmente agricultores e artesãos) que quisesse ir para o Brasil por conta próprio ou por meio de subsídios.

Assim, entre 1858 e 1862 cerca de 700 holandeses da região de Zeeland partiram para o Brasil em busca de uma vida melhor. Muitos deles permanceram no distrito de Holandinha e ainda hoje há descendentes que vivem na região do Espírito Santo. Isso explica porque é que ainda agora há famílias brasileiras com nomes como Boone, Laurett, Heule, Van Schaffel, Choke, Louwers e Den Hollander.

Imagem: Artigo de jornal do site krantenbankzeeland.nl, comentando sobre as famílias pobres que imigraram de Cadzand (em Zeeland), pagando apenas 5 florins pela viagem.

O jornalista e historiador Arjan van Westen e sua esposa Monique Schoutsen pretendem contar mais detalhes sobre a jornada destes imigrantes e conscientizar as pessoas sobre a existência destas famílias através do documentário Braziliaanse Koorts (Febre brasileira). Através do seu website www.braziliaansekoorts.nl (em holandês) eles estão também angariando fundos para a produção do documentário e do livro Op een dag zullen zij ons vinden (Um dia eles irão nos encontrar). Os doadores podem escolher entre diversos pacotes, em alguns deles o doador garante a menção do seu nome no livro que será publicado em breve ou a presença na estréia do documentário.

O documentário é baseado na pesquisa genealógica de Ton Roos e Margje Eshuis, que publicaram "Os Capixabas Holandeses. Uma História Holandesa no Brasil", com tradução para o português de Ruth Stefanie Berger.

Holandinha

Trata-se de um projeto belíssimo que conta uma história pouco contada, tanto da perspectiva dos desbravadores que deixaram suas casas para uma aventura nas Américas, quanto da dos descendentes dos pioneiros de Zeeland que querem manter vivos os relatos destas famílias. Foi uma pesquisa intensa para preservar os depoimentos deste povo - uma missão nada fácil, já que a história dos Holandeses no Espírito Santo ainda não havia sido escrita e, nos arquivos, muitas vezes seus nomes eram registrados junto à alemães ou pomeranos.

O livro está disponível para download aqui.

Nos anos 70 do último século, o grupo de Zeeland foi redescoberto por um missionário flamengo e muitas viages aconteceram após este primeiro contato. Na página do Instituto Meertens podem ser ouvidas várias gravações de áudio com alguns dos descendentes.

Temos aqui algum descendente de holandês? Adorariamos saber mais sobre você, nos comentários abaixo!

Comentários (13) Trackbacks (0)
  1. Gostaria de saber de um holandes que passou por Portugal e mudou o nome para Francisco Pio Moreira de Lima, ele era caldereiro e fazia tambem tachos de bronze, era cigano e não gostava se trabalhar em fabricas, seus tachos eram os melhores.foi o avô de minha mãe.Viveu no Brasil.
  2. Gostaria de saber mais sobre a minha origem em Portugal, obtendo fotos antigas de quem sabe de meu bisavô cujo nome era ANTONIO PEREIRA LEITE e que se estabeleceu na antiga capital do Império do Brasil. Morreu em 1917 no RIO DE JANEIRO com aproximadamente 67 anos. Ainda busco seu ano de nascimento.
    Consegui descobrir o nome de sua mãe ANTONIA PEREIRA LEITE e de seu pai JOAQUIM PEREIRA LEITE.
    Casou-se e teve 08 filhos com uma Brasileira Jacintha Marques leite era agricultor quando de sua morte.

    Quero estender minha árvore genealógica até POTUGAL
    Muito obrigado
  3. Acho que deixou irmãos em Portugal... Seria muito importante essa descoberta, pois poderemos num futuro próximo se comunicar e trocarmos idéia.
    Será que alguém poderia me ajudar?
    Um abraço
    Amaury leite
    RIO DE JANEIRO -BRASIL
  4. gostaria de saber a origem de meus avos paternos abrão Holanda
    e meu pai carlos Holanda nascido em 1919.
  5. Gostaria de reaver o sobrenome da família,meu avô paterno era filho de holandeses que vieram para o município de Bananeiras-PB aristocratas holandeses e meu bisavô um alfaiate que passou o ofício ao meu avô,perderam o sobrenome por causa de um crime cometido na época pelo meu avô,e por ordem de D. Pedro II o sobrenome foi trocado por Santa Rosa .
    Recebi a ordem de meu pai para que não me casasse para não mudar o sobrenome. E hoje estou em pequisa e preciso reaver o sobrenome holandês,podem me ajudar ?
  6. Meu bisavô Izaak Lampier veio aos 14 anos com seu pai Jozias para Santa Leopoldina. O Izaak meu bizavô, encontra se enterrado no cemitério aqui em Domingos Martins- ES. Tem uma fazenda chamada "Lampier" ao lado do Rio Jucu distante uns 10 km do centro de D.Martins. A família Lampier é muito numerosa. Conheço ainda algumas primas que entre elas falam, deve ser o Zeelandez. Gostaria de saber se existem famílias Lampier na Holanda e gostaria de visitar o lugar de origem deles.
  7. Meu tataravô era holandez, veio de Zeeland - JACOBUS SMOOR, porém, aqui no Brasil, em Várzea Alegre, Santa teresa, ES, era chamado de JACÓ SIMOURA. meu bisavô foi registrado como PEDRO SIMOURA, minha avó materna, MARIA SIMOURA. Nosos parentes, com o sobrenome SIMOURA estão espalhados por Santa Teresa, Colatina, baixo Guandu e Rio Bananal. eu mesmo não tenho este belo sobrenome em nome, infelizmente.
  8. gostaria de saber se vcs tem algum registro do sobrenome Vandresen, aqui no sul de Santa Catarina temos muitos com este sobrenome de origem holandesa! obrigada!
  9. Gostaria de saber sobre a o rigem do sobrenome Wanzuita ( Wan Zuit)
  10. Meu tetravô foi imigrante holandês, Christian Bernhard Ten Roller, nascido no dia 25 de julho de 1853 em Eibergen - Holland, filho legítimo de Hendrick Ten Roller e Hendricke Albing, com quem migrou ao Brasil no ano de 1858, com destino á Santa Maria da Soledade. Faleceu no ano de 1919 em Forquetinha-RS. No Rio Grande do Sul a família Ten Roller passou a designar-se TROLLER. Quem tiver maiores informações, sou grato!
  11. Meus ancentrais holandeses de Zeeland vieram para o Brasil em 1860. Chamavam-se Pieter Jacob Datthijn e Maria de Visser. A maioria se estabeleceu no Espírito Santo, mas eles fixaram residência no Rio Grande do Sul, na cidade de Venâncio Aires (RS)
  12. Sou descendente de Jakobus van Helden e Jana Gerdina Mileneaar. Eles embarcaram no Navio Trizia, em Amsterdam, e a chegada do navio ao Brasil se deu em 19/01/1910. Contudo, não consta o nome deles no manifesto de desembarque no Porto de Santos. Isto leva a crer que tenham seguido viagem até Itajaí ou Florianópolis. Acabaram fixando-se em Ajuricaba, RS.
  13. Preciso de informações sobre os descendentes da família Kamphorst.
    Pai: Reindert Kamphorst
    Mãe: Aaltje van den Pol.
    Pelo menos tiveram os seguintes filhos no Brasil:
    Gerrit (Gerardo) Kamphorst, casada Ida Guilhermina Pittelkow
    Cornelis Kamphorst, casados ​​Johanna Hepreda (Gertrude) Grooders
    John (João) Kamphorst, casado com Joanna Rommel
    Jannetje Kamphorst
    Anna Helena Kamphorst
    Hendrina Kamphorst

    Onde posso encontrar mais informação genealógica brasileira?

    Obrigado pela ajuda.

    Gert van de Pol

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