8    set 20131 Comentário

Sete de setembro e as memórias

Ontem foi sete de setembro, o dia da Independência do Brasil, e me peguei pensando nas antigas fanfarras e desfiles que faziam parte das comemorações desta data.

Imagem: Blog Gincana ambiental http://ow.ly/oFrfp

Em meados dos anos 80 eu morava em Santa Maria, no Rio Grande do Sul e fiquei me lembrando da minha escola, da minha primeira professora (que se chamava Dona Leila) e de alguns amiguinhos de classe. Não me lembro de muitos deles, infelizmente não sou daquelas que têm uma memória fotográfica. Mas me lembro com muito carinho de uma amiga, a Tatiana, e de como nós duas desfilávamos, muito orgulhosas, juntamente com a nossa escola. Tem até uma foto de nós duas: banguelas, de maria-chiquinha, com uniforme escolar, paradas logo atrás da fanfarra.

Meus pais e os pais dela acompanhavam o nosso desfile, correndo atrás da multidão, tirando fotografias, acenando e nos encorajando a continuar.

Ontem, no dia da Independência, fiquei pensando em como as coisas mudaram de lá pra cá. De como o patriotismo não é mais uma obrigação imposta por um regime militar, mas como também os valores mudam com o passar do tempo. Hoje em dia não são mais todas as crianças que sabem cantar todos os nossos hinos (naquela época tinha o Hino da Bandeira, o Hino Nacional, o Hino do Estado, tenho na cabeça que cantávamos todos os dias, vocês também?) e não sei se há uma identificação com a escola, como existia na minha infância.

Mas acima de tudo, fiquei pensando: nossa, aquela escola de Santa Maria (só estive lá na primeira série, depois nos mudamos para Maringá, no Paraná) foi a minha primeira, mas não me lembro de como ela era! E se eu, que vivenciei aquela fase, que estudei naquela escola, que passei um momento tão especial na vida de uma criança (era a primeira série!) não me lembro daquela época, o que saberão meus descendentes sobre mim? Que esforço estou fazendo de deixar para o futuro os acontecimentos do meu presente?

Imediatamente entrei na minha página de família e acrescentei o nome e endereço da minha primeira escola e busquei também na internet mais dados sobre a escola. Procurei por uma foto e acrescentei a mesma ao site também. Anotei que nós cantávamos hinos diariamente, que havia uma caixa de som na nossa sala e que a voz da diretora anunciava quando deviamos nos por de pé para cantar o hino.

Pedi também a minha mãe que escaneasse aquela antiga foto minha, banguela, de maria-chiquinhas com a minha amiga Tatiana e me enviasse. Pois esta é a minha história. E qual não seria a nossa felicidade ao encontrar uma foto e uma explicação sobre ela de algum dos nossos antepassados?

Pois é. Lembre-se que a felicidade será a mesma para um neto, bisneto ou trineto seu. Anote suas memórias, digitalize suas lembranças e garanta para as gerações futuras que eles saibam mais sobre o seu presente. Que tal começar hoje mesmo?

Comentários (1) Trackbacks (0)
  1. Também tenho um blog: betometri.blogspot.com com bvárias fotos e texto sobre as paradas de sete de setembro. Vá até lá. Um abraço. Beto

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