19    jul 20130 Comentário

Fator Genético – Depressão

Um trabalho do Dr. Tim Spector, do Hospital St Thomas, em Londres, relacionou a depressão e o otimismo a um fator genético. Este assunto deve aguçar a curiosidade de muitos que montam árvores genealógicas, pois existe uma grande relação  entre a depressão e os antepassados que, com simples consultas nos registros dos parentes, de preferência nos Atestados de Óbitos, será possível prever e prevenir, com a ajuda médica, alguns casos que atormentam muitas pessoas.

Os números da Depressão são alarmantes em todo o mundo, segundo a OMS, (Organização Mundial de Saúde), são 121 milhões de pessoas que sofrem deste mal e o Brasil encontra-se entre os principais países com casos de depressão.

Um estudo da OSM, feito com 89 mil pessoas em 18 países de alto índice de casos, O Brasil está em 3º lugar e em 1º lugar no consumo de medicamentos antidepressivos. A tabela abaixo representa os resultados encontrados nos 18 países pesquisados.

  1. França: 21%;
  2. Estados Unidos: 19. 2%;
  3. Brasil: 18.4%;
  4. Holanda: 17.9%;
  5. Nova Zelândia: 17.8%;
  6. Ucrânia: 14.6%;
  7. Bélgica: 14.1%;
  8. Colômbia: 13.3%;
  9. Líbano: 10.9%;
  10. Espanha: 10.6%

Muita gente confunde a tristeza, que acomete quase todas as pessoas em alguns momentos de nossa vida como a perda de algum parente ou situação de mudanças de condições sociais, com a depressão que nasce do nada e parece não ter uma explicação plausível para os nossos sentimentos.

A depressão é intensa, sem fim aparente e sem motivo para existir. Alguns relacionam a Depressão como a Dor da Alma.

O trabalho do Dr. Spector levou em consideração diversos fatores e estudou em especial o caso de gêmeos, onde um é depressivo e o outro dotado de otimismo. No caso das gêmeas idênticas Debbie e Trudi, considerando-se  a comparação entre os genes de ambas, encontrou-se grande diferenças, de genes ativos em uma e não na outra que explicariam a diferença. Casos semelhantes ocorreram em outros gêmeos e assim o Dr Spector considera que a ativação destes genes possam ter uma causa externa e ao longo da vida.

Spector ressalta que, ao longo de nossas vidas, e em resposta a fatores ambientais, nossos genes estão constantemente sendo ajustados, em um processo conhecido como epigenética (BBC).

"Costumávamos dizer que não podíamos mudar nossos genes", diz ele. "Agora sabemos que existem esses pequenos mecanismos para 'ligá-los' ou 'desligá-los'."

O que surpreendeu no estudo é 'a pesquisa que identificou mudanças na atividade genética causadas pela presença ou ausência do amor materno'.  do stress ou alterações nervosas das mães e seu comportamento de demostrar amor na criação dos filhos.

Muitos especialistas estão trabalhando neste aspecto e determinando respostas para muitos dos casos deste mal que afeta muita gente. Conheça outros estudos que foram considerados para se chegar a esta conclusão. AQUI.

Na sua árvore genealógica, em EDITAR PERFIL, pode-se fazer o registro de doenças que possam ter afetado as pessoas, para posterior estudo, usando-se a Biografia de cada pessoa. Lembre-se que: Nenhum diagnóstico deve ser feito por leigos e toda a medicação deve necessariamente passar pela CONSULTA ao especialista. Jamais tome medicamentos sem prescrição médica.

Se existem em sua família casos de tristeza, seria bom anotar estes eventos, pois com a evolução da ciência e os constantes avanços da medicina, muitos descendentes de sua árvore poderão se beneficiar no futuro das anotações que você faz hoje.

Outras fontes:

Jornal Hoje

Metamorfose Digital

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