6    ago 20120 Comentário

Jovens – árvores – evolução.

Viver e crescer em uma cidade pequena e do interior é uma experiencia maravilhosa.

Eu vivi e cresci em uma pequena cidade, que não tem hoje nem 100 mil habitantes, mas tem uma qualidade de vida excepcional.

Foi uma infância de pé no chão, estilingue com munição de mamonas, poça d'água para pular quando chovia, empinar pipas, jogar futebol no campinho e tudo mais que a cidade oferecia de diversão.

Para os mais velhos, eram os namoricos no banco da pracinha, escondidos porque no dia seguintes todos iriam comentar, seções de cinema, carrinhos de lanche, filosofia e planos de mudar o mundo.

Hoje tudo esta mudado. Claro... eu envelheci, ganhei experiencia e alguns "pés de galinha". O tempo passou.

Em todas as cidades pequenas, existem alguns personagens característicos e que fizeram parte da vida de quase todos que cresceram em um ambiente assim.

Na minha cidade, existia um senhorzinho, muito simpático, conversador, inteligentíssimo e que sempre o víamos de longe pelas ruas da cidade, era inconfundível. Ele tinha a sua marca pessoal muito forte, um terno verde bandeira, gravata amarela combinando com a camisa branca que ele usava em momentos especiais. Ele, se não fosse o traje, nem seria notado.

Ele discutia história com nós jovens e conhecia quase todos na cidade pelo nome, sobrenome, data de nascimento, parentesco e alguns fatos históricos.

Eu cresci, mas a imagem que eu tinha de historiadores e genealogista continuou algo bem parecido. Alguém de terno velho e fora de moda, gravata borboleta e sapato brilhando de graxa.

Eu cresci mais ainda e, mesmo que algumas vezes me lembre disto, a imagem de historiadores e genealogista foi mudando, mas, mesmo assim, ainda não consegui enxergar um "Indiana Jones". Eu mudei muito com os anos.

Eu vou chamar isso de Evolução da Espécie em homenagem a Charles Darwin, no caso, a espécie sou eu.

Explico em um minuto. Quando eu comecei a escrever blogs, a medição da Faixa Etária do Blog de MyHeritage estava entre leitores de 45 a 55 anos. Mas, algo mudou.

Bons ventos estão soprando para a Genealogia Brasileira e Portuguesa, agora os leitores, equilibram-se, estão entre 25 e 35 anos e 45 e 55 anos, fato idêntico esta ocorrendo em nossa página do Facebook. Os jovens estão se interessando mais por Genealogia? Talvez.

Quero acreditar que agora, saber sobre a sua família, encontrar a sua identidade, conhecer-se e firmar as raízes tem ganhado o gosto dos mais jovens. Isso me deixa muito feliz, principalmente quando respondo a algum e-mail ou solicitação de alguém mais jovem querendo conhecer mais sobre Genealogia. Estou vendo a nova geração de genealogistas sendo formada.

Esta nova geração já esta ocupando seu lugar, escrevendo histórias familiares, e de uma forma somente deles, pois eles vivem em um mundo muito diferente do meu e do senhorzinho do terno verde. Estão antenados, são ágeis e descobrem métodos incríveis para solucionar problemas.

Na minha árvore eu tive uma experiencia fantástica, coloquei meu sobrinho de vinte e poucos anos como Webmaster. A árvore disparou, ele inseria nomes, promovia reuniões, fazia telefonemas e viagens de longa distância em busca de nomes e novos colaboradores. Tudo muito rápido e confuso para mim. Procurei entender os métodos de trabalho dele.  No primeiro instante, como todo webmaster que ama o seu trabalho, ditei todas as regras do site, tim tim por tim tim.

Ele não obedeceu a nenhuma delas e por algum tempo eu pensei que tinha posto a perder todo o trabalho. Errei.

A árvore esta perfeita, tim tim por tim tim.  Os jovens de hoje são assim mesmo, querem fazer do seu modo, mesmo que nós não tenhamos paciencia para esperar. Diferente de nós, que trabalhamos organizados, eles trabalham primeiro e depois organizam. O resultado é o mesmo, mas com uma diferença, são eficientes no que fazem.

Eles, os jovens, vão assumir o nosso trabalho, Darwin já previa isso. É a vez deles.

E para que não ocorram choques de gerações e nenhum espécies venha a se extinguir, vou dizer que:

1 - Genealogia não é fixa, basta você ver os métodos de se montar uma árvore a 100 anos atrás e os métodos de hoje. Tudo é mutável e assim, se os jovens de sua árvore criarem um novo método de trabalho, uma nova forma de pesquisar, sorria, a sua espécie não será extinta.

2 - Os jovens pulam etapas. Não se preocupe. Pular etapas faz com que lá na frente exista a constatação de etapas perdidas e sem dúvida existirá o retorno para compensar estes pulinhos. Eles são criativos para trabalhar com manipulação de informação.

3 - Aproveite ao máximo a jovialidade deles. Eles são ótimos para grandes e cansativas viagens. Adoram desafios.

4 - Não tenha medo de compartilhar a experiencia com eles. Mesmo que a experiencia seja sua, a deles sempre será, (novamente Darwin), um passo a frente.

5 - Creio que a mais importante de todas. Dinossauros é um caso para Paleontologista. Evolua com os jovens de sua família. Aceite o desafio e confie. Quem sabe a vestimenta desta nova geração não seja um chapéu e um chicote.

MyHeritage é um site atento a todas as necessidades dos mais jovens. Evoluir a Genealogia é nosso trabalho. Fique tranquilo, nós vamos acompanhar vocês.

Mas eles? Eles são os herdeiros de nossa história.

Eu gostaria muito de saber, se assim como eu, você também teve a experiencia de evoluir com a juventude de sua árvore genealógica. Comente.

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