25    jun 201210 Comentários

Entrevista Valquirio Barbalho

Nosso trabalho com Histórias Familiares rendem bons amigos e excelentes conversas.

Quero apresentar para todos Valquírio Barbalho. Escritor, genealogista. nascido em Virginópolis, Minas Gerais, Brasil, aos 18 anos concluiu seu primeiro livro, "A Republica dos Moleques". Formou-se pela Universidade de Viçosa em Medicina Veterinária.

Casa-se em 1993. Muda-se no mesmo ano para a Flórida. Um ano depois, muda-se para Massachusetts. Em 1995, publica "O Selvagem". Em 2009, publica "Novo Testamento o terceiro e último", o conhecimento acerca de Deus, volumes I e II.

Valquirio Barbalho

Valquírio tem uma vasta experiência e dedicada pesquisa genealógica. Eu tive a oportunidade de compartilhar meu e-mail pelo qual recebo periodicamente as atualizações dos escritos, das pesquisas e dos diálogos com os demais membros da família, que Valquírio não se cansa de corresponder. Então decidi solicitar esta entrevista. Para minha grata satisfação, as respostas foram magnificas, nos situando exatamente dentro do universo de um escritor e de uma pesquisador da história familiar. Acompanhe e descubra o pensamento deste talentoso genealogista.

MyHeritage: Atualmente você esta desenvolvendo um trabalho de genealogia com um delicada pesquisa, fale sobre ele.

Valquírio: Na verdade, a minha pesquisa é eclética. Estou tentando levantar as diversas linhagens de ancestrais que possuímos. E a forma mais adequada de fazer-se isso eh tentar conectar-se as personagens históricas com um de seus ancestrais comuns. Na pratica eu tomo o Dom Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, como base. Ele é ancestral de, pelo menos, 75% dos presidentes dos Estados Unidos e de 25% dos presidentes brasileiros. Quase todas as personalidades históricas brasileiras descendem dele. Dai por diante basta o publico geral pode buscar por uma linhagem que os conecte a uma dessas personalidades e estará automaticamente conectado com todos.

Atualmente recebi algumas pistas que praticamente conectaram o sobrenome Barbalho de minha família às figuras históricas brasileiras: Luiz Barbalho Bezerra (herói pernambucano na expulsão dos holandeses; defensor da Bahia na segunda Invasão Holandesa e governador do Rio de Janeiro) e os filhos dele Jeronimo (participante do governo provisório do Rio de Janeiro, durante a Revolta da Cachaça) e Agostinho Barbalho Bezerra (também governador do Rio de Janeiro e bandeirante). Através deles descobre-se que os Barbalho estão no Brasil desde pelo menos o desembarque de Duarte Coelho, Capitão de Pernambuco, por volta de 1.550. Esta obra não é ainda um livro com ótimo acabamento mas é um rascunho que penso estar bem feito.

Estudo Genealógicos de Valquirio - Clique para ampliar

MyHeritage: Quando será possível o leitor ter este trabalho publicado?

Valquírio: Ele já esta à disposição do publico em meu blog. Na pagina: CLIQUE AQUI, estão os resultados mais recentes de minhas pesquisas. Ali estarão as versões em inglês e, por baixo, em português. Trata-se de uma saga em que eu alio fatos históricos, genealogia, migração, politica, atualidades e algumas coisas mais. O blog contem varias outras dissertações a respeito de genealogia.

MyHeritage: Você já publicou outros livros, qual a relação entre os anteriores e o atual?

Valquírio: Publicados no papel, tenho apenas dois. O Selvagem e a Republica dos Moleques e, apenas em inglês, O Terceiro e Ultimo Testamento, do Conhecimento com Respeito a Deus.

Meus trabalhos estão em quatro categorias. Ficção, estudos religiosos, politica e genealogias. O primeiro acima foi uma ficção que escrevi aos 18/19 anos de idade. Nele eu já demonstro a minha preocupação com problemas ambientais e políticos desde 1977.

Na categoria estudos religiosos tenho dois volumes de O Terceiro Testamento publicados no blog. São os títulos: A Divina Parábola e O Livro do Conhecimento de Deus. São duas "ficções" (parábolas) que discutem pontos de vista religiosos sem o intuito de ser provocativo, embora, toda obra seja provocativa para aqueles que não compreendam a diversidade do direito de pensar.

Os outros textos de interesse são os que estão relacionados à genealogia. Mas tenho outros trabalhos que expressam opinião politica, por exemplo: a "manografia feminista": 13 Estrelas = Mulher.

Na verdade, embora os meus trabalhos possam ser separados em diversas categorias eles estão interligados como as casas de uma mesma rua. Algumas casas estão ocupadas por pessoas da mesma família. Embora existam casas abrigando pessoas de famílias diferentes, elas estão conectadas pelo endereço, pelos serviços que recebem, como água, luz e telefone e outros detalhes. No fundo tudo esta relacionado porque o autor eh o mesmo.

MyHeritage: Como surgiu seu interesse pela genealogia?

Valquírio: A genealogia esta na gente e a gente é a genealogia. Literalmente, esta em nosso DNA. Mas o conhecimento dela começa com aquilo que chamo de "reuniões em volta da fogueira". Desde a pré-história as famílias se reuniam em torno da fogueira e os antigos passavam os conhecimentos, as tradições e a cultura. Em nosso caso, nos fomos introduzidos a esse sistema nas cozinhas, em volta do fogão a lenha; nas varandas das casas antigas etc. Os "causos" dos antigos, as tiradas humorísticas que os antepassados nos proporcionavam, tudo ajuda a despertar na gente a curiosidade.

Neste ponto eu me considero privilegiado. Temos vários genealogistas na família que deixaram suas impressões em livros. Entre eles temos os professores Nélson Coelho de Senna e Demerval José Pimenta. Outros primos como o Dr. Luiz Eugênio Pimenta Mourão, Leão Innocente Soares, Ivania Batista Coelho e tia Ruth Coelho escreveram partes da nossa genealogia.

O bisavô João Rodrigues Coelho e meu pai, Odon de Magalhães Barbalho, tiveram o habito de anotar os dados genealógicos dos contemporâneos deles em cadernos de notas. Estes foram aproveitados pela Ivania.

Meu pai também tinha o habito de, com toda pessoa que encontrava, perguntar de quem era filho ou filha, caso já não soubesse, e dai para frente começava a descrever de memoria a genealogia da pessoa, geralmente, mostrando a ela como éramos parentes. A gente via aquilo, na juventude e morria de vergonha.

Mas, na verdade, era a forma que ele tinha de ser simpático com as pessoas. E a gente se sente bem é perto de pessoas que conversam os assuntos que despertam o nosso interesse. Assim, as conversas do papai despertavam o interesse de quem ele conversava, porque ele usava um assunto que as pessoas partilhavam com ele do mesmo interesse, afinal, o núcleo da conversa eram as pessoas com quem ele estava conversando. A gente não compreendia isso direito porque, para cada pessoa que ele conversava, contava uma novidade para elas, mas, para nós que ouvíamos as conversas com todas, era tudo repetição.

Apesar desse efeito colateral, depois que me mudei para os Estados Unidos a minha curiosidade a respeito do assunto foi despertada. Aqui temos dezenas de parentes e eu não sabia de como era parente de muitos. Comecei pelo livro da Ivania, porem, como genealogia se parece com uma rede de pescador, a gente inspeciona um fio que te leva a outro que cruza com um terceiro e nunca para, estou já ha alguns anos "brincando" com essa atividade.

MyHeritage: O que te fascina?

Valquírio: O assunto genealogia pode ser comparável a quebra-cabeças, baralho, palavras cruzadas, xadrez, brincadeira de charadas e paciência, tudo junto, por um lado. Por outro lado se compõem de historia, geografia, matemática simples e outras ciências relacionadas. Além disso, tem intriga, romance, suspense, humor, folhetim e muito mais. Penso que o poeta estava mesmo certo, depois que comecei a mergulhar no assunto genealogia, descobri que a minha Historia era muito mais interessante que a história de Robinson Crusoe. Se as pessoas assistissem menos novelas para dedicar um pouco de tempo às genealogias, elas acabariam concordando que a novela pessoal de cada um é mais interessante.

O que me fascina no assunto é o modelo matemático simples. Nós temos pai e mãe. Eles tiveram pais e mães. E assim por diante, espera-se que tenhamos 8 bisavós, 16 trisavós etc. Dobrando esse numero a cada geração, no final de aproximadamente 1.000 anos, o que corresponde a mais ou menos 33 gerações, a gente seria suposto ter mais de 8.5 bilhões de ancestrais, somente da 33º geração de nossos ancestrais. Isso quer dizer que, todos os poucos milhões de pessoas que viveram ha mil anos atrás tiveram a chance de serem nossos ancestrais diversas vezes.

Se invertermos a equação e supondo que tenhamos 2 filhos, 4 netos, 8 bisnetos e assim por diante, chegaremos à mesma conclusão de que teremos mais de 8.5 bilhões de descendentes na 33a geração da nossa descendência. Somando-se as gerações que ainda possam estar vivas como avos e pais, temos o potencial de ter uns 15 bilhões de descendentes vivos daqui a 1.000 anos. Observem que não precisamos fazer tanto esforço. É só deixar o tempo passar. E o total dobra exponencialmente a cada geração que passar depois disso.

Esse modelo matemático não funciona 100%, porem, sobressalta a verdade. Imaginem então quantos descendentes uma personalidade como o Jeronimo de Albuquerque que chegou ao Brasil juntamente com o cunhado dele, o capitão-mor, Duarte Coelho e que teve uns 40 filhos e, por isso, recebeu o apelido de "Adão de Pernambuco". Hoje ele deve ser o Adão do Brasil porque nossos ancestrais não se limitaram a ter apenas dois filhos cada um. Porem, outras pessoas não tiveram filhos.

Guardadas as proporções, deve ser raro um brasileiro com ancestrais brasileiros desde ha 450 anos atrás não descender das figuras históricas daquele tempo. Embora a vida não funcione como a matemática! As barreiras causadas pela criação de fronteiras, os preconceitos e os casamentos entre parentes são os responsáveis por diminuir muito o numero de ancestrais que possuímos e diminuirá o numero de descentes que teremos. Os espaços ocupados pelos ancestrais são os mesmos. Porem, a cada geração, uns ocupam mais espaços que outros. É possível que ha mil anos atrás tenhamos um casal que ocupasse milhões de vezes os espaços de nossos ancestrais, enquanto outros, ocupariam apenas um único espaço.

A constatação dessas coisas me fazem admirar muito as culturas mais primitivas como certa tradição que os indígenas norte-americanos adotam ate hoje. Quando um fóssil humano é encontrado, mesmo que seja de 7.000 ou 11.000 anos atrás, eles brigam na justiça para tomá-lo dos pesquisadores e dar a ele um sepultamento religioso adequado. Para eles, mexer nos restos mortais de qualquer pessoa perturba o descanso instituído pela Entidade Superior. Além disso, eles demonstram o mesmo respeito pelos restos mortais de uma pessoa que viveu ha milênios atrás ao que tem pelos restos mortais de um parente falecido no dia anterior. Afirmam que qualquer resto mortal encontrado nas Américas é de ancestrais deles. Existe uma verdade oculta por trás desse credo.

MyHeritage: Em sua pesquisa, você usa com frequência arquivos encontrados em Dioceses e acervos paroquiais no Brasil, qual é  a dificuldade que você encontra, estando nos Estados Unidos?

Valquírio: Justamente por encontrar-me nos Estados Unidos, não tenho tipo oportunidade de fazer pesquisa in loco. As poucas vezes que recorri aos acervos paroquiais, não tive a felicidade de encontrar coisa importante. A exceção foi a recente descoberta do documento: De Genere et Moribus, do tio-trisavô, padre Emigdio de Magalhães Barbalho, no Arquivo Eclesiástico da Arquidiocese de Mariana. Porem sei que, se os documentos houverem, estão em sua maioria nos arquivos diocesanos e estão entre as melhores fontes de dados genealógicos.

Contudo, livros genealógicos, documentos publicados na internet e, atualmente, os sites de genealogia também tem facilitado muito nossa busca. Como tudo o que trabalha com informação, também a genealógica deu um salto espetacular com o uso da internet. Através dela podemos, pelo menos, localizar certas informações mais precisas do local onde buscar determinado documento. Sem ela, muitas vezes, temos que ficar batendo a cabeça de cidade em cidade, de um arquivo para outro. Isso custa caro e na maioria das vezes é decepcionante e fora do nosso alcance monetário.

Seria bom que toda repartição publica tivesse um site na internet com um fichário dos documentos que guarda. Ele poderia ser organizado pela ordem alfabética dos sobrenomes das pessoas citadas nos documentos. O fichário poderia conter a natureza do documento, alguns nomes relacionados e as datas dos registros. Assim, as pessoas saberiam exatamente onde procurar ou requerer a reprodução. E o dinheiro economizado acabaria sendo usado para fazerem-se visitas turísticas aos locais onde os ancestrais viveram. O turismo serve a todos.

MyHeritage: Você tem trabalhado em parceria com outros genealogistas ou parentes?

Valquírio: Sim. Parcerias esporádicas. Parentes sempre nos ajudam com seus "causos" e informações. Para quem tem membros na família com idades avançadas e boas memorias, como o caso da minha família que temos centenários ou próximos a isso, eles nos dão uma ajuda fundamental.

Mas também têm surgido surpresas agradáveis demais como o meu contato com a pesquisadora Anna Maria Nunes. Encontrei-a no Nobiliarquia de Cândido Borges Monteiro, Barão e Visconde com Honras e Grandeza de Itaúna. Ele foi presidente indicado da Província de São Paulo, medico particular da família real brasileira etc. Por coincidência, o avô dele, Manoel Borges Monteiro nasceu no mesmo local em Portugal, Cidade da Ceia, que o nosso ancestral Antônio Borges Monteiro.

Embora não comprovado ainda, pensamos tratar-se de irmãos. E ela tinha o livro A Mata do Peçanha, sua Historia e sua Gente, do professor Demerval José Pimenta, justamente porque descreve parte da descendência do ancestral Antônio. Como já havia concluído sua pesquisa, gentilmente enviou-me o exemplar e com isso aprofundei bastante os meus conhecimentos a respeito da genealogia da minha família. Foi uma parceria que um lado lucrou muito mais que o outro e por mais essa razão fico eternamente grato a ela.

Coisa semelhante aconteceu em relação aos primos Ricardo Rodrigues Coelho e Joberto Miranda Rodrigues. O Joberto encontrou o documento De Genere et Moribus do padre Emigdio e o Ricardo o repassou a mim. Outro primo, o Felix Tolentino havia ido a Portugal para encontrar a certidão do nascimento do nosso ancestral comum, o Antônio Borges Monteiro e a cedeu também. Assim os resultados vão aparecendo. Em conta gotas, mas, com paciência, a gente desvenda todos os mistérios. Só tenho a agradecer a todos.

MyHeritage: Quais os caso, nas suas pesquisas, que tenham chamado a atenção pela complexidade ou por alguns intrigantes desafios em desvendar a história.

Valquírio: Tenho vários exemplos. Todos estão em casais que se apresentam como nossos ancestrais mas não temos informações de locais de nascimento. Talvez a solução para eles seja simples. Só buscar um documento certo no local certo. O problema para mim é estar distante e sem fundos para viajar e fazer pesquisas in loco.

Porem, o desafio mais intrigante de todos tem sido a origem do ancestral José Coelho de Magalhães, que se casou com Eugenia Rodrigues Rocha. Eles se tornaram ancestrais de boa parte das populações de cidades como: Guanhães, Virginópolis, Divinolândia de Minas, Gonzaga e Santa Efigênia de Minas, com ramificações em Governador Valadares, Ipatinga, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília e o resto do mundo.

Eles são ancestrais de personalidades históricas como: o professor Nelson Coelho de Senna, o bispo D. Manoel Nunes Coelho, o deputado federal Antônio Rodrigues Coelho Junior e personalidades da atualidade como Alexandre Café Birman, da modelo Victoria Dreesmann, do lutador André Galvão de Bottom, do advogado Carlucio Campos, de todos os autores de genealogia acima citados, exceto o professor Demerval, e da atriz Marcela Pereira Coelho. Apesar disso e muito mais, não temos tido a sorte de encontrar algo que comprove os nomes de seus ancestrais, temos apenas suspeitas e tradições.

MyHeritage: Baseado em sua experiência como pesquisador e genealogista da família, qual a sua opinião sobre a genealogia feita hoje?

Valquírio: Não posso dar uma opinião muito ampla a esse respeito porque estando deslocado do Brasil não acompanho direito o que esta sendo feito por outras pessoas individualmente. Porem acredito que os sites de genealogia estão aglutinando as informações em seus arquivos. Acredito que isso ira facilitar para todo mundo que se interessar pelo assunto.

Daqui ha algum tempo pensa que, se todos se reunirem numa Arvore Genealógica coletiva, as pessoas precisarão apenas inscrever-se num site e terão apenas o trabalho de navegá-lo para encontrar toda a Historia de seu sangue. O trabalho tornar-se-á mais fácil, porem, mais excitante porque as pessoas irão descobrir que nossa Arvore Genealógica é a mesma para todas as pessoas. Todos somos folhas da mesma planta.

MyHeritage: Qual o conselho que você daria a um de nossos usuários que estão começando agora?

Valquírio: Ninguém precisa saber das coisas para começar. Comece por baixo, lembre-se das conversas "em torno da fogueira" que você ouviu dos mais velhos. Genealogia começa dentro de casa. Depois visite os parentes mais velhos e pegue deles as informações que tiverem. Estude a Historia de sua cidade, principalmente se for pequena, e verá que todo mundo é seu parente. Anote tudo.

Usando um site de genealogia haverá como ter uma visão melhor. Você ira acabar descobrindo que é parente de muita gente que pensou que não fosse e descobrir por quais caminhos você é parente daquela pessoa que você imaginava que era distante, mas é próxima. Se já não existirem dados que te levem a encontrar ancestrais tao antigos quanto a civilização humana não se preocupe. Comece pelo seu sobrenome e busque as personalidades que o compartilham com você. Logo logo você estará indo mais longe do que pensava que poderia ir.

MyHeritage: Qual seria o seu pensamento sobre você, na visão de um descendente de sua família, daqui a alguns anos, ao ler o seu trabalho? Quem será, para este descendente, o Valquirio Barbalho?

Valquírio: Acho as pessoas do futuro irão olhar para trás e dizer: O cara era louco! E eu vou ficar lisonjeado com o comprimento. A gente guarda muitos "causos" do passado. Contei muitos casos no site: Certos Barbalhos de Virginópolis. São historias reais, retiradas do dia a dia de pessoas tão comuns como qualquer um de nos. Mas as pessoas se comportavam de forma tão excentricamente cômica que o lema da nossa cidade natal, Virginópolis, é esse: "Se construir uma muralha em volta vira um hospício, se jogar uma lona em cima é um circo".

Há uma pergunta que você ainda não fez e que a considero muito importante. Ela seria: O que se lucra com o estudo de genealogia? As pessoas atualmente estão tão direcionadas para o que se ganha e não para o que se é que essa pergunta acaba sendo o desanimo para muitos. Na verdade, mesmo quem faz o levantamento e escreve um livro de genealogia raramente irá ganhar dinheiro com isso.

Acredito que as pessoas precisam procurar crescer mais como pessoas do que parecer ser alguém. Claro, todo uso se torna valido. Quem quiser descobrir pessoas de destaque em suas Arvores Genealógicas por vaidade, não será o menor problema. Porem, particularmente, o objetivo nobre que ha na pesquisa genealógica atualmente será como um auxilio importante as ciências genéticas. O futuro será usar-se a medicina preventiva. Quem tem filhos e nos dias de hoje é irresponsável de deixar de vaciná-los contra as chamadas doenças infantis?

Num futuro relativamente próximo iremos tratar menos de doenças por evitar mais ficarmos doentes. E a genética estará na linha de frente dessa atividade. E a genealogia ajudara muito aos casais que possam e queiram ter filhos a "vaciná-los" contra males que se tornarão evitáveis. Com o excesso de população na Terra, precisaremos ter um numero limitado de filhos. E será economicamente mais seguro orientarmo-nos antes de encomendá-los, para garantir nossa descendência. E não estou aqui me referindo a atos antiéticos como a seleção artificial, porem é tão somente para consertar possíveis erros genéticos a nível embrionário.

Valquírio nos reporta ainda que — “tenho ficado em casa desde que há oito anos minha filha nasceu com apenas 5,5 meses de gestação, para dar a ela o acompanhamento aconselhado pelos médicos. Na atualidade, como ela não apresentou maiores sequelas por causa de ter nascido tão prematura”.

Ramos da sua busca: Coelho, Magalhães Barbalho, Furtado Leite, Pimenta, Sousa, Borges Monteiro, Pereira do Amaral, Pacheco, Souza, Senna, esses, apenas para resumir, porem, à medida que as raízes vão se aprofundando mais sobrenomes vão surgindo.

Agradecemos esta belíssima entrevista e esperamos que nossos leitores manifestem em nossos comentários alguma observação interessante.

Comentários (10) Trackbacks (0)
  1. Valquirio eh destas figuras raras que só aparecem de 100 em cem anos.Graça s a ele posso me situar neste imenso universo,conhecer e respeitar nossos antepassados,onde em nossa pequena cidade todos nos somos parentes.Parabéns,Valquirio,pela sua garra e der inação.Um grande abraço.Roxane
  2. Leio, há tempos, seus artigos. Parabenizo-o pelo trabalho e pela redação.
    Pergunta: É de sua autoria um estudo pelo começo da vida, em que descreve a mulher fixando o homem à terra, quando descobriu que a semente revivia a planta? Gostaria de rever essa descrição importantíssima. Se seu, favor informar-me como o reencontro. Por favor, leia, comente meu Blog Literário (www.feiznb.com.br.) Belo Horizonte
  3. Marcos Ferreira situando-se em algum momento no futuro diria: - "Valquírio; Você é um louco" -
  4. Valquirio é um "Brava Gente Brasileira"! Possuir essa garra, dedicação, ser pesquisador de uma história familiar, ser estudioso de uma história misteriosa da humanidade, caminhar contra aos "ventos", não é para qlqr um.
    Parabenizo ao Valquirio pelos trabalhos realizados e o agradeço por trazer a belissíma história de nossa família Magalhães Barbalho, Coelho, Amaral, e etc... Que os dias vindouros tragam saúde e tudo de bom para este "Brava Gente".
  5. Caro Valquírio, sou seu "maluno" (esse termo vc tem que pesquisar lá em "Virginópis") e natural de Conceição do Mato Dentro. Estou querendo ficar maluco também com esse negócio de genealogia. "Principio" pelos Pires de Oliveira (no livro Mata do Peçanha) existe uma referência ao meu tio-avô Honório Pires de Oliveira Júnior. Preciso de manter contato com vc. Percebo que é culto e simples. Esse seu embasamento histórico merece ser citado em qualquer livro da genealogia mineira. Como o mundo é pequeno, conheço o Felix Tolentino via rede social. Serrano ilustre. Também sou amigo vitual do Virgílio Pereira de Almeida, criador do site nossagente. E, por último, contraparente do Wilton Xavier Furtado, outro pesquisador da área. Parabéns e continuado sucesso. Bento Luiz Silva
  6. Meu Tio, começei a ler o seu trabalho e fiquei muito curioso... aos poucos vou lendo um pouco de cada vez... É muitaaaaa coisaa... heheheh.... Mas eu chego lá. O interesse em Deus e nossa genealogia não podem ser deixadas...
  7. Comecei a interessar-me pela minha origem, muito cedo e sempre conversava com meus Pais sobre os parentes, para ver se conseguia avançar em algum novo dado, que acrescentasse algum conhecimento. Nem sempre era fácil, já que eles começavam a recordar algum dado novo e logo se dispersavam em outras conversas e os nomes citados na sua grande maioria eram apelidos as quais as pessoas eram conhecidas. Por vez sempre que ouvia tais historias não tinha o hábito de anotá-las e com a vida tumultuada que a gente optou em levar, muitas informações foram perdidas. Para se ter uma ideia do que falo, tínhamos dificuldade em identificar pessoas que foram contemporâneas de meus pais em fotografias deixadas por eles.
    Tudo isto me deixava muito frustrado, pois, digo para as pessoas quando toco neste assunto, criei cachorros da raça Pastor Alemão e quando adquiri na época meus primeiros exemplares traziam em seu pedigree informações de varias de suas gerações inclusive do desembarque no Brasil, por qual voo e etc. Pensava, até os cachorros tem informações de sua arvore genealógica completa e eu mal sei quem foram meus bisavós (Maternos e Paternos). Mas isso se dá graças em grande parte pela burocracia que você encontrará, caso recorra a Dioceses, cartórios e etc. As desculpas para que você não tenha acesso a esses documentos são tantas, que você começa a questionar, para que o trabalho de arquivá-los e guardá-los? Para serem devorados pelas traças? A grande maioria destes documentos se quer foram micro filmado e muitos por não ter um local adequado e climatizado, para sua conservação estão deteriorando com a umidade e mofo e condenados destruição. Quando aparece um iluminado chamado Valquírio que tive o privilégio de compartilhar uma parte de nossa infância e como já mencionado "figuras raras que só aparecem de 100 em cem anos", a gente pega carona nestes magníficos estudos, que nos traz muitas informações importantes que desconhecíamos.Que tenha vida longa com saúde e disposição. Abraco.
  8. Valquirio, quando, eu tinha nove anos em 1948. Meu dente de
    pilao doeu e eu fui sozinha ao dentista Dr. Odon. Ele ficou muito
    admirado da minha coragem. E era mesmo, porque o motor era
    de pedal e a broca era... Meu Deus! Mas eu so tenho gratidao. Ele se comportou do jeito que voce descreve. Perguntou muito e, ainda que, sabendo que meu avo tinha posses, nunca mandou a conta. Ele era realmente bondoso.
    Gosto de ler e pesquisar na sua genealogia em virginopolis.
    Estive em Portugal e descobri que a verdadeira nobreza de la veio de Martinho Guimaraes. Eu nasci na Fazenda Correntinho de Guanhaes, mas a minha irma
    mais nova Ana Clara Ferreira Guimaraes nasceu em Virginopolis. Seria dificil elaborar a arvore dela
  9. Talvez,
    nao
  10. seja dificil.

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