27    jan 20123 Comentários

A mulher

Durantes minhas pesquisas, pude notar uma enorme predominância de respostas de parentes e entrevistados a uma de minhas perguntas que sempre me fazia rir.

Ao perguntar: E como era formada esta família? A resposta sempre era: - "O pai se chamava "betrano" e a mãe... como era mesmo o nome dela"? Isso me divertia muito. Pois a família era quase exclusivamente patriarcal.

E quanto mais o tempo era levado para trás, mais difícil ficava para saber o nome da mulher da família. Sempre pensei que era um caso exclusivamente de minha genealogia, mas depois percebi que muitos outros pesquisadores também encontravam esta mesma dificuldade. Algumas genealogias são tão difíceis de se saber qual era o nome da mulher que a solução encontrada por alguns é escrever no perfil "ESPOSA de beltrano".

A mulher, neste milhares de anos que temos caminhado em evolução constante, em muitas culturas ou épocas foi apenas uma sombra em muitas famílias.

Alguns países e culturas nem registram seus nomes na genealogia. Ainda bem que mudou bastante nos últimos anos.

A mulher hoje já ocupa seu lugar na sociedade e não vai mais abrir mão disto. Não foi nenhum movimento feminista, mas acredito que a grande mudança ocorreu mesmo foi no homem que "percebeu" sua fragilidade diante da vida sem a mulher.

As transformações foram imensas e continuarão a ser. Muito ainda terá que ser feito, muito caminho ainda terá que ser percorrido pelas mulheres, mas posso dizer hoje com toda certeza. As mulheres já estão quase dominando.

Nosso blog é lido por mulheres em sua maioria, quando não empata, nossa página no facebook? 64% são mulheres. Maioria esmagadora.

Outros índices que acompanhamos também estão nos agradando muito. São as mulheres opinando, declarando e assumindo seus papeis.

Uma mudança radical em nossos hábitos. O mundo vai ficar mais sensitivo, mais delicado e mais amoroso. Estas são algumas das características das mulheres que irão prevalecer.

O homem moderno esta meio perdido nesta mudança, mas tem tentado acompanhar e entender melhor a mulher, e agora ela é a parceira e não mais a posse.

Os que assim estão agindo estão se dando bem. (Minha opinião pessoal e minha observação).

Temos encontrado nas mulheres a nossa metade e não mais a nossa "sombra". Estamos mudando mais do que as mulheres. Eu até acredito que mulheres sempre foram assim, nós homens é que não víamos.

Recentemente, e minha profissão exige, fiz contato com diversas delas e todas elas de alguma forma me impressionaram, pela sua inteligencia e pela sua garra em resolver problemas e encontrar soluções. Me senti o sexo frágil desta história.

Escritoras, profissionais de saúde, professoras e tantas outras que eu tenho contato me levaram a escrever sobre isso e fazer aqui uma pergunta, já que nosso ramo é a genealogia. Qual terá sido a influencia das mulheres na sua formação genealógica?

Deixa eu explicar melhor. Vemos que em muitas árvores a busca de um genealogista se concentra exclusivamente no perfil masculino, mas, como achar dados do perfil feminino? alguém sabe?

Um genealogista, pelo telefone, me contava de forma muito empolgada que havia descoberto por acaso o nome da esposa de um de seus antepassados em um livro público, um livro encontrado em uma escola, e que isso iria abrir um novo horizonte para ele, pois esta descoberta o levava a uma irmã da esposa de seu antepassado que teria sido influente em sua época. É o clássico caso de "esquecimento" dos valores femininos e um erro que muitos genealogista cometem ao se concentrarem apenas nos perfis masculinos.

Uma de nossas leitoras, em sua árvore genealógica, tem em sua memória familiar o levantamento completo da vida e da obra da matriarca da família. Um importante personagem da história do Brasil.

Não quero estender muito e nem causar debates, mas apenas alertar que na maioria dos casos e na história que conhecemos de muitas famílias, enquanto o pai era o sustento da família, a mãe era a formação do perfil psicológico dos filhos, e esse já é motivo suficiente para justificar uma pesquisa mais apurada na forma como pensam as mulheres de sua família. São elas que estão formando o caráter familiar por muito tempo.

Um interessante vídeo de procedência russa e que nos permite incluir o comentário de uma outra amiga e leitora do blog sobre este vídeo, exemplifica bem a mensagem do vídeo. " ...como maquiagem , cabelo e roupas mudam totalmente as pessoas...". É exatamente o nosso caso, Muda-se a maquiagem, muda-se a roupa e muda-se o cabelo, mas a forma de pensar feminina será sempre o fato genético que sobrevive de geração em geração. Assista ao vídeo e veja como muitas destas mulheres fizeram a cabeça de sua família até você. Mais de 5 mil anos de mudança cultural.

Comente. Qual é a influência das mulheres em sua família? Ontem e hoje.

Comentários (3) Trackbacks (0)
  1. Nunca tinha reparado nisto, até porque ainda não passei dos meus trisavós. Mas realmente, em alguns casos ninguém sabe o nome da esposa.

    Eu sempre tento buscar os dois lados da família. Realmente tenho focado mais na ascendência patriarcal, seja do meu lado paterno, seja do materno. Mas a idéia é que isso aconteça apenas à princípio, como um foco de estudos. Após a conclusão ou relativo avanço destes, quero muito partir para o lado matriarcal.

    E no meu caso, acredito que a escolha nem tenha sido por questões de machismo, mas sim por facilidades de percurso.
    Minha família materna é muito mais voltada para o lado feminino. Eu mesmo tive muito mais contato com as mulheres (sejam tias ou tias-avós - minhas avós e bisavós maternas eu não conheci) do que com os homens da família.

    Já do meu lado paterno, não existem mulheres. Meu bisavô teve apenas homens como filhos e todos estes tios-avós sempre foram muito chegados. E as irmãs do meu pai continuam solteiras.

    Mas é como disse: apenas uma questão de escolha principal. Primeiro os patriarcas, depois as matriarcas. Um dia eu estabeleço um limite e chego ao fim das pesquisas!
  2. Boa noite.
    Por acaso, no meu caso, mas parece-me que, pelo menos, em Portugal será comum, em termos de apelido é mais importante o lado da mãe. Existem imensas situações em que foi a mãe que passou o nome ao filho (antes de 1900). No meu caso, foi a minha avó que passou o apelido ao meu pai e este passou-mo a mim.
    Todos somos importante e assim é que a vida tem mais interesse.
  3. Pude perceber que as minhas tias, tanto as irmãs do meu pai, quanto da minha mãe tinham no registro (certidão) de nascimento apenas o primeiro nome. O sobrenome não aparecia, mas era aceito para fazer outros documentos como carteira de identidade e CPF. Somente a partir da década de 90 começaram a solicitar a alteração da certidão de nascimento, incluindo o sobrenome.

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