12    set 20115 Comentários

Descobrindo o passado – História de Família

Queria escrever aqui a curiosa história dos pais do meu bisavô, Pedro Manoel da Silva, contada a mim pela minha mãe desde pequeno...

"Nos findos da década de 1860, em plena Guerra do Paraguai, estava um navio da marinha "estacionado" na cidade de Laguna, SC, devido a participação brasileira na referida guerra... Neste navio, havia um marinheiro, meu trisavô, que conheceu uma moça, portuguesa, lavadeira, (não se sabe ainda, se nascida em Laguna), com que depois de namorar algum tempo, teve um filho, nascido a 18/06/1869, e batizado em 08/12/1869 na Igreja Matriz de Santo Antônio dos Anjos da Laguna... Terminada a guerra, o marinheiro precisou voltar junto com o seu navio para o Rio de Janeiro. Inconformado com o fato de ter de deixar a família para trás, escondeu a moça e a criança nos fundos da embarcação. Mas, já em alto-mar, escutou-se o choro da criança, então foi dada a ordem de retorno do navio à Laguna, onde desembarcaram a moça, minha trisavó Anna Zeferina da Gloria, e a criança, meu bisavô Pedro Manoel da Silva, enquanto meu trisavô foi embora junto com o navio para o Rio de Janeiro. Não há notícias ou registros, de que houve tentativas do meu trisavô, Manoel Pedro da Silva, em reaver ou manter correspondências com a família, o que se conta, é que meu trisavô no Rio de Janeiro, sem encontrar alternativas de reaver a família, veio a falecer por depressão..."

Bem, é uma história curta e verídica, mas meu avô materno contava as suas filhas, eu não conheci este meu avô, ele faleceu, 1978, dois anos antes do meu nascimento, mas em família dizem que herdei dele "o gostar" de contar estórias, pois ele era mestre nisso. Quanto ao meu bisavô, pouco sei dele, além dos registros dele, mas meu avô contava que ele tinha muito talento para música, foi maestro de bandinhas, compôs alguns dobrados, e tocava muito bem violão, assim como meu avô...

Esta gostosa história nos foi enviada por nosso usuário Rubens Murilo Schramm Filho.


Rubens trabalha na genealogia da família desde 2009 quando abriu em MyHeritage a sua árvore genealógica. Hoje usuário Premium gerencia uma árvore com 863 perfis e 40 membros ativos. Entrevistamos este apaixonado pela história da família que nos mostra com muito talento e desvenda mistérios que encobrem muitas famílias que tiveram seus antepassados lutando da chamada "Retirada de Laguna" na Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870) que vitimou mais de 2000 soldados brasileiros no que é considerado um desastre pois a guerra, as doenças, o cansaço e as inúmeras dificuldades levou a vida de muitos soldados. A população civil também sofreu muito e a sobrevivência de  Pedro Manoel da Silva (bisavô de Rubens) é uma destas histórias que poderiam se transformar em livro.

Vejam algumas das respostas de Rubens para a nossa equipe.

MH: Você coleta estas histórias em suas pesquisas genealógicas?

Rubens: Sim, estou anotando as histórias que ouço de minha família, pois quero concretizar todos os registros e histórias em um livro.

MH: No Sul do país a genealogia é mais significativa e, mais difundida, mesmo assim existem dificuldades a serem vencidas, qual são estes obstáculos atuais?

Rubens: Olha, pensando em meus ascendentes italianos, alemães, poloneses, açorianos e portugueses, não encontrei muita dificuldade para descobrir óbitos ou casamentos, mas em contrapartida, as entradas dos imigrantes no Brasil, e os registros dos mesmos em seus países de origem é a parte mais difícil... E, um outro caso, que ocorre em minha família materna, é a presença maciça de escravos, o que na "altura" dos meus trisavós impossibilitará a continuidade das pesquisas.

MH: Alguma história ou passagem pitoresca contada por outros parentes ou que te chamou a atenção nas suas pesquisas?

Rubens: O que me chamou mais a atenção em minhas pesquisas, foi constatar o momento histórico de Santa Catarina, do Brasil, e do mundo (Alemanha, Itália,...), e da presença de meus antepassados em determinado lugar, participando da História.

MH: Você já tem alguma publicação?
Rubens: Não, não publiquei meus trabalhos ainda.Mas pretendo.

MH: O que você poderia dizer para outros usuários de MyHeritage que também estão em busca de histórias como a sua?

Rubens: Desfrutem do fato de poderem contar com seus avós, pais, tios, tios-avós vivos ainda, ou outras pessoas mais velhas em sua família, e não deixem passar a oportunidade de conhecer as histórias que estas pessoas conhecem.

Na foto histórica pode-se ver os meus trisavós poloneses, Frederico e Amalia Rutsch, é a única foto que possuo dos 2 trisavós, deste casal nasceu minha bisavó, Alvina Rutsch, que casaria com meu bisavô, Augusto Schramm.

Foto_Frederico Rutsch e Amalia Carolina Rutsch

Nossa equipe deseja agradecer ao Rubens por compartilhar com todos nós esta história heroica de sua família, contada de maneira simples e que nos faz imaginar o quanto nossos antepassados lutaram em tantas outras batalhas pessoais ou territoriais para preservar a continuidade de suas raízes e deixar como legado a determinação e o amor pela Família.

Obrigado Rubens Murilo Schramm Filho.

Comentários (5) Trackbacks (0)
  1. Ficou muito boa a publicação, Walter, obrigado,
    Grande abraço!
  2. Muito legal!!!
    feliz de quem conhece um pouco de seus antepassados.
  3. Gostei desta história e penso que todos nós temos uma história desconhecida dos nossos antepassados. Eu gosto muito de ouvir histórias de familias e tenho pena de não ter ninguém que me conte a da minha família, pois embora seja africana sei que tive antepassados espanhois e de outras raças, penso que até chineses já que tenho alguns traços semelhantes a de estes povos.
  4. Sobre a familia Schramm.

    Havia em Porto Alegre uma confeitaria , na rua da Praia ( Rua dos Andradas , muito boa por sinal.
    A CONFEITARIA SCHRAMM era administrada e atendida pela familia.
    Newton
  5. PREZADO SR.SCHRAMN, MEU NOME E LILI GALITERI FEST,E TENHO UMA PERGUNTA, QUE A MUITO TEMPO HABITA NO MEU PENSAMENTO, ENVOLVENDO MEUS SENTIMENTOS. ME FOI DITO POR FAMILIARES, QUE MEU TIO SE MATOU NA PORTA DA CONFEITARIA SCHRAMN, PORQUE ERA APAIXONADO PELA SENHORITA SCHRAMN ,POREM A FAMILIA SE OPOS, POR ELE SER POBRE. EMBORA FOSSE ELE HONESTO, E ESTUDAVA DIREITO COM DIFICULDADES FINANCEIRAS E TINHA AS MAIS NOBRES INTENCOES DE VENCER EM TODOS OS SENTIDOS , COMO ,DE --PROPORCIONAR UMA VIDA SEGURA,SAUDAVEL, EM TODOS OS SENTIDOS. CONFORME A NARRATIVA DOS FAMILIARES,ME FOI DITO QUE ,-SENTINDO-SE ELE - ROUBADO DE SUAS MAIS PROFUNDAS E VERDADEIRAS ESPERANCAS,FOI COMO QUE ,TOMADO, DE UM DESPREZO TOTAL EM CONTINUAR VIVENDO, E- TUDO -CULMINOU , SE SUICIDANDO NA PORTA DA FAMOSA CONFEITARIA SCHRAMN. PREZADO SR. APRECIARIA UMA RESPOSTA ,SUA SEJA QUAL FOR. MUITO OBRIGADA. LILI GALITERI FEST

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