11    mai 20111 Comentário

Uma mensagem…

Perto da minha casa, existia, quando eu era bem garoto, um leito de águas pluviais que vivia vazio. Era fundo o suficiente para esconder a cabeça de um garoto de 10 anos em pé. A areia, naquela época era branca e somente existiam galhos secos e uma pouca vegetação. Fora construído para dar vazão  as águas que desciam das partes altas da cidade e que se acumulavam em enchentes na temporada de chuvas. Este leito posteriormente foi substituído por uma canalização de concreto e fechado. Mas antes, era nossa brincadeira de criança mais espetacular que existia, pois passava por baixo de ruas, dentro de terrenos e até mesmo por debaixo de algumas casas.

Andar por este terreno era uma aventura na nossa imaginação e eu e muitos garotos sonhávamos com expedições de exploração, locais inexplorados e inimigos escondidos nas margens e quase todos os dias este leito vazio era o nosso caminho para ir da razão a emoção.

Falo de um tempo que nós crianças brincávamos na rua, depois da escola, sem as preocupações de hoje e que leitos de água nem sempre significavam esgoto. Bons tempos.

Lembro-me que uma vez, eu e meus amigos pensamos em esconder um tesouro neste leito e enterramos em um ponto devidamente marcado em uma mapa, que foi dividido em várias pedaços, com o local exato onde nossa caixa ficaria guardando nossos tesouros. Figurinhas premiadas, bolas de gude, estilingue, cadarço de  botas militares e outros valores que somente as crianças entendem. Fizemos tudo direitinho, cavamos, enterramos e na maior vigilância, para que ninguém viesse a encontrar. Passávamos diversas vezes pelo local, mas nem olhávamos para não despertar suspeitas e assim, nosso tesouro ficou guardado por um bom tempo, até a primeira grande chuva. Como crianças, pensávamos que a chuva iria manter enterrada a nossa caixa. Depois da chuva, passamos dias procurando a caixa sem nenhum sucesso e até no leito acima do local marcado no mapa, nós estivemos procurando. A água levará nosso tesouro na correnteza. Foi uma perda incalculável.  Crianças.

Cresci e sempre entendi, como uma lição, que deveria planejar mais, estudar mais, e proteger mais as minhas memórias e passei a tomar mais cuidado ao manter minhas lembranças e meus tesouros "bem guardados", mas, mesmo assim, depois disto perdi algumas vezes para o inevitável coisas que conquistei pela vida e queria guardar como lembrança. Eu sou um colecionador.

Escaneio fotos, pedaços de rascunho e documentos, escrevo cada nova história nos perfis de meus parentes e membros de minha árvore. Estes são os meus tesouros de hoje.

Hoje eu assisti a um vídeo de divulgação de uma grande empresa e que até parece ter copiado de nosso vídeo MyHeritage em 100 segundos.

Vou colocar aqui o vídeo que eu acredito que você vai gostar. Uma imagem vale mais que mil palavras.

O vídeo conta a trajetória de um pai, apaixonado pela filha que abre uma conta em uma Rede de Relacionamento em nome dela, cria um email e pelos anos vai usando esta conta para postar todas as lembranças de sua filha. No futuro, sua filha já terá um perfil montado e com informações para poder entender o carinho e a participação do pai nas suas memórias. Mais ou menos o que fazemos como os perfis de nossas árvores genealógicas. Vale a pena assistir. (em inglês).

Comente. Nossa equipe gostaria de saber se você age como a um Colecionador com seus filhos e seus netos.
Assista também o nosso vídeo:

Comentários (1) Trackbacks (1)
  1. Muito bom.Deixou-me com saudades do meu tempo de criança que já vai looonge.....e tomei uma decisão :Vou escrever as lembranças que ainda tenho.

Deixe um comentário

Enviar

Deixe um comentário
Insire um nome
Por favor introduza um endereço de email
Sobre nós  |  Privacidade  |  Diga a um amigo  |  Suporte  |  Mapa do site
Copyright © 2014 MyHeritage Ltd., Todos os direitos reservados