30    nov 20102 Comentários

Rio – Sempre Cidade Maravilhosa

Foi com grata satisfação que participei neste dia 27 de novembro do II Encontro de Genealogia do CBG- Colégio Brasileiro de Genealogia do Rio de Janeiro, um  encontro especial, pois marcou o 60º aniversário do CBG.

Um clima de muita descontração e de integração entre os nomes mais conceituados da Genealogia brasileira.

O local não poderia ter sido outro senão um dos mais belos cenários do Brasil. O Rio de Janeiro.

Os temas debatidos e oferecidos ao participantes mostra a competência e responsabilidade dos palestrantes, convidados e participantes nos caminhos da Genealogia Brasileira e nas dificuldades encontradas por todos aqueles que se dedicam a pesquisas genealógicas no Brasil. O evento foi prestigiado também por significativas representações de outros estados do Brasil.

Na primeira atividade, já na montagem da Mesa Diretora, chamou a atenção a presença da elegante senhora GILDA DE AZEVEDO BECKER VON SOTHEN, uma das fundadoras do CBG, que encantou os participantes pelo seu carinho em estar presente ao evento. Após a apresentação e abertura dos trabalhos pelo Presidente do CBG, o Sr. Carlos Eduardo de Almeida Barata, tivemos a história do Colégio que foi apresentada pelo Sr. Attila Augusto Cruz Machado, vice Presidente da entidade, que mostrou as dificuldades enfrentadas pelo CGB nestes 60 anos de existência e mostrou também as vitórias que a doação de seus membros, o engajamento e o amor pela História do Brasil, fez do Colégio Brasileiro um dos mais conceituados representantes nacionais perante a Comunidade internacional.

Vamos resumir os assuntos trabalhados neste Encontro para que você possa saber as preocupações e anseios de atual Colegiado de Genealogia para entender a grande responsabilidade que todos nós, genealogistas  de nossas famílias, pesquisadores de nossa história pessoal e entusiastas  da História do Brasil, temos diante nós. Desafios nacionais de preservação, a especialização pessoal e a manutenção desta ciência que necessita sempre de defensores e de apaixonados.

A palestra de Carlos Eduardo Almeida Barata, trouxe luz as Origens dos Nomes e Sobrenomes e levantou um  caloroso debate sobre os sobrenomes dos Cristãos Novos e sua presença nas famílias brasileiras com fatos importantes levantadas pelo pesquisador das formas que estes "Judeus Convertidos" encontraram para sobreviver aos tempos de perseguições e inconformismo anti-semita da época.

Reinaldo José Carneiro Leão, com os seus conhecimentos dos Engenhos de Pernambuco e seus possuidores, estudou a relação entre a arquitetura colonial e a influência dos portugueses na história do nordeste brasileiro, com histórias encantadoras e muito divertidas sobre os proprietários, suas vidas e suas curiosidades e principalmente sobre a necessidade da preservação do Patrimônio Histórico que se desfaz muitas vezes  pela falta de interesse do brasileiro pelos seus prédios históricos e algumas vezes pelo descaso de autoridades. A apresentação foi tão interessante que a platéia optou por permitir que o tempo da palestra se estendesse em detrimento do debate que poderia ocorrer.

Jorge Ricardo de Almeida Fonseca revê em sua apresentação a necessidade do constante reestudo das informações coletadas pelos pesquisadores em suas pesquisas e cria um "tratado" de métodos para se identificar e mudanças da forma de coleta e de levantamento em documentações disponíveis, que mudam a interpretação dos fatos históricos e requerem constante revisão das fontes de consulta (Serve como dica para você). Em sua mensagem principal, sua pesquisa deixa uma excelente reflexão ao pesquisador, seja profissional ou amador de que não se deve ignorar a mudança de rumo  da pesquisa se os dados forem alterados.

Marcelo Bogaciovas refletiu sobre a necessidade de aperfeiçoamento dos genealogistas brasileiros, com a ampliação da produção literária e divulgação das pesquisas, e também trabalhou o tema Documentos da Inquisição de interesse para a genealogia, com brilhante pesquisa da forma como a "caça as bruxas" do Santo Ofício no Brasil. Marcelo, diferenciou os interesses das Coroas Portuguesa e Espanhola no fluxo destes novos colonizadores das "terras de além Mar" e os reflexos das decisões imperiais sobre a sociedade brasileira.

A Mesa Redonda, com a presença de Ricardo Costa Oliveira, (UFPR), Gustavo Almeida Magalhães de Lemos ,(CBG), e  João Simões Lopes  Filho (UFRJ-Mitoblogos) , trouxe ao Encontro o tema que é motivo de estudo em quase todo o mundo, pois, com a apresentação das novas técnicas de mapeamento genético, muitas vezes, encontram-se caminhos diferentes dos caminhos históricos o que pode conflitar Genética e Genealogia. Esta discussão já foi levantada aqui em nosso blog e também temos visto que é a preocupação em muitos encontros internacionais realizados e divulgados. Podemos perceber a frequente preocupação dos genealogistas e geneticistas na verdade que levamos dentro de nossa herança genética. Um dos dados apresentados por Ricardo Costa foi o perfil genético do brasileiro como sendo , um terço de descendência Euro-Asiática, um terço de descendência Africana e um terço de descendência Ameríndia, as pequenas variações devem-se a mistura de um ou outro fator externo. Um assunto que vai ter muito caminho ainda.

Dirk Veldman apresentou os números já conseguidos pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmons) e as conquistas já realizadas no Brasil na digitalizações de documentos das Arquidioceses Brasileiras, Documentos de Imigração, Cartórios Cívis e do Arquivo Nacional. Mostrou a necessidade de se ter no Brasil a indexação destes documentos para facilitar sua busca pelos pesquisadores. Respondeu a inúmeras questões levantadas pelos presentes com relação aos arquivos já disponibilizados aos brasileiros e  na forma como estes documentos podem ser acessados.

Gustavo Almeida apresentou o novo projeto do CBG para os próximos 12 anos, que consiste no levantamento documental das 4,5 milhões de pessoas e 800 mil famílias que viviam na época da Independência. Um trabalho gigante de pesquisa que retorna o Brasil as suas 19 províncias de 1822. O projeto em andamento requer aprovação e envolverá todos as instituições genealógicas do Brasil.

A jornalista Angela Dutra de Menezes, falou sobre o seu livro "O português que nos pariu" (2007), Editora Relume-Dumará (Brasil), Livraria Civilização Editora (Portugal),  e a sua experiência na comercialização e divulgação do Livro. Assunto de grande interesse para aqueles que pretendem registrar em "capa dura" o resultado de suas pesquisas. Para finalizar o CBG ofereceu um coquetel de confraternização no terraço do prédio do IHGB.

II ENCONTRO DE GENEALOGIA - 2010 - RIO DE JANEIRO

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Como ninguém é de ferro, terminei a noite  no ar quente do Rio, na turística região da boêmia carioca,  na Lapa. O Rio continua lindo.

Comentários (2) Trackbacks (1)
  1. Infelismente não pude estar presente devido aos afazeres profissionais porém depois de ler este blog fiquei contente com a elegância, a temática e a sabedoria das discussões proferidas. Parabéns a toda a equipe do CBG!.
    Izidoro de Hiroki Flumignan
  2. AO IZIDORO: Realmente foi um magnífico encontro. Vários usuários aqui de MyHeritage manifestaram a vontade de comparecem o que eu creio que farão em próxima oportunidade. Vou encaminhar seu comentário para o CBG.

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