Jornal do Brasil – Fim de uma era

Hoje, 1º de setembro, é o primeiro dia em que os cariocas ficam sem o Jornal do Brasil.
O JB encerrou sua versão impressa, depois de 119 anos de serviço, e, a mais ou menos um mês, comunicou a sua decisão aos leitores, depois de uma pesquisa entre os leitores da versão online do jornal. (Veja o Editorial sobre o assunto)
A decisão de se tornar 100% online, também é motivada por outros fatores além dos apresentados pela redação do jornal. O jornal fundado em 09 abril de 1891, pelo escritor Rodolfo Dantas, foi um dos mais influentes veículos de comunicação do Rio de Janeiro, principalmente na época que o Rio de Janeiro era a capital administrativa do Brasil e também na Ditadura Militar.
Pela páginas do Jornal do Brasil, passaram as opiniões de consagrados jornalistas como Zózimo Barroso, Janio de Freitas, Marcos Sá, Mirian Leitão, João Saldanha, Rui Barbosa, Joaquim Nabuco e tantos outros nomes que nos acostumamos a pensar em suas ideias.
Não podemos esquecer dos escritores como Clarisse Lispector, Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade.
Desde os anos 80, o JB vem acumulando dívidas que chegam ao valor de R$ 100 milhões.
De todo os jornalistas que faziam parte da Redação do jornal, apenas 33 devem se manter nos postos e agora vão iniciar uma nova fase, mais tecnológica e voltada a um público diferenciado.
Segundo a Redação do Jornal, a cada dia, 72 árvores deixam de ser derrubadas, mas em nós ficará uma lembrança das páginas presas aos varais das bancas no domingo de manhã com as notícias de Copacabana, Jacarepaguá...
